Flutuando na salmoura

Trip Start Dec 25, 2009
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Trip End Jan 07, 2010


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Where I stayed
Kimal Hotel San Pedro De Atacama
Read my review - 3/5 stars

Flag of Chile  ,
Wednesday, December 30, 2009

Sexto dia de viagem
San Pedro de Atacama

    Nosso primeiro dia de exploração do Atacama. Fomos a uma agência de turismo na Calle Caracoles para perguntar sobre os passeios e fomos muito bem atendidos. Recebemos várias informações úteis e soubemos que um dos passeios mais bonitos era voltando até quase a Aduana Argentina. Por isso ficamos tão impressionados com a beleza da estrada: tínhamos passado pelo Salar de Tara.
    Resolvemos pegar o carro e visitar as lagunas perto de San Pedro. Pedimos informações no hotel, pegamos um mapinha turístico muito básico e saímos rumo ao deserto. Depois de alguns km por uma estrada asfaltada, avistamos à nossa esquerda a entrada do observatório Paranal, o maior do mundo. Fomos até lá para perguntar se podíamos visitar o local, mas não foi possível. Aproveitamos para pedir informações sobre o caminho para a Laguna Cejar e o vigilante do observatório nos orientou a voltar poucos km pela estrada em que viéramos e pegar um determinado caminho de terra entrando no deserto. Fizemos isso. Não há placas de sinalização e nem caminhos demarcados, não sei como chegamos lá, mas chegamos. Como não percebi pânico entre os motoristas (os maridos),  fiquei no banco de trás tranquilamente observando a paisagem surreal do deserto. Acho que nem dei palpite sobre qual direção seguir, tão encantada estava.
    Na entrada da Laguna Cejar há uma estradinha e uma pequena casa onde é cobrada taxa de visitação e há sombra para estacionar. A laguna é linda: com a água verde esmeralda muito calma e cercada de bordas brancas de sal. Sob a água, pode-se ver pouco mais de um metro de chão e depois ele some. Parece que a profundidade é muito grande e dá nervoso de entrar, mesmo sabendo que a concentração de sal na água é de 80% e que é impossível afundar ali. Minha irmã foi primeiro e eu, desconfiada, fiquei com água na altura do joelho e sem coragem de dar o próximo passo, que me colocaria naquele abismo sem fundo aparente. Uma simpática família de chilenos que estava por ali me encorajou ; minha mana estava se divertindo sozinha lá no meio, então eu dei o tal passo e..... não afundei!  Que legal!!! 
    Nessa lagoa, porém, é bom tomar certos cuidados: não mergulhar a cabeça e não passar as mãos nos olhos, porque arde demais (minha irmã fez isso e me avisou); tomar cuidado ao apoiar as mãos na borda da lagoa, porque os cristais de gelo cortam e também arde (essa eu aprendi sozinha) e, em princípio, não levar crianças pequenas porque elas se machucam (observamos algumas esperneando e chorando...). Aviso dado, é uma experiência estranha, divertida e imperdível. Adoramos! Na saída, rumo ao carro, estávamos cobertas de sal, brancas mesmo. O prestativo rapaz da portaria nos emprestou um balde e um recipiente cheio de água doce para que nos limpássemos. Funcionou muito bem e fomos satisfeitos para o próximo destino: os "Ojos del Salar". 
    Foi fácil chegar lá e estávamos sozinhos no deserto, pois ainda era cedo para as excursões. Os "ojos" são dois buracos no chão, aparentemente fundos, de formato circular e dimensões semelhantes, com um pouco de vegetação na volta. Acho que as pessoas pulam das bordas e tomam banho por ali, mas nenhum de nós quis tentar. Ficamos um pouco, fotogramos e fomos procurar a Laguna de Tebenquiche, onde nos disseram que o pôr-do-sol é muito bonito.
    Encontramos a laguna alguns km adiante. Ela está no centro do imenso Salar do Atacama e é maravilhosa. Ali pode-se caminhar sobre o sal coberto com uma fina película de água (de onde vem tanta água no meio desse deserto?). No horizonte, o imponente vulcão Licancabur e à nossa volta toda aquela paz e silêncio.  É irresistível tentar bater a foto capaz de transmitir aos amigos a beleza majestosa do lugar, mesmo sabendo que isso é impossível. 
    Ficamos sozinhos ali por uns 40 min, depois as excursões começaram a chegar: vários veículos, de várias agências, mais ou menos todos juntos. Nos próximos dias, aprenderíamos que é assim mesmo. Há espaço de sobra para todos, sem stress.
    Finalmente, o pôr-do-sol: é uma festa, todos ficam eufóricos, caminhando pelo sal, fotografando, rindo como crianças. E o céu vai mudando de cor, ficando dourado, prateado, azul escuro, ... uau!
    Retornamos ao povoado sem problemas, embora na semi escuridão os caminhos tenham ficado mais confusos. Seguimos os rastros das vans, encontramos a estrada asfaltada e tudo deu certo. 
    Em San Pedro, banho, troca de roupa e a tarefa de escolher um restaurante para jantar e beber um bom vinho... vidinha difícil!
    OBS: Come-se muito bem nos restaurantes e lancherias de San Pedro de Atacama.

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