Estradas cenográficas e a cidade que não estava lá

Trip Start Dec 25, 2009
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Trip End Jan 07, 2010


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Where I stayed
Kimal Hotel San Pedro De Atacama
Read my review - 3/5 stars

Flag of Chile  ,
Tuesday, December 29, 2009

Quinto dia de viagem
de Tilcara a San Pedro de Atacama

    Saímos cedo do hotel, abastecemos o carro na saída de Tilcara e seguimos rumo a RN52. Logo em seguida, começamos a travessia da "Cuesta del Lipán", um trecho da estrada que sobe de 2600m para quase 4200m de altitude e desce novamente para 3500m em apenas 17 km de trajeto. A travessia é demorada devido à enorme quantidade de curvas fechadas e à necessidade irresistível de parar para fotografar. No alto encontra-se a "Abra de Potrerillos" onde duas ou três pessoas vendem artesanato sob uma placa indicando a altitude de 4170 m.: foto obrigatória! 
    Vencida essa etapa, seguimos pelo altiplano rumo à Salina Grande, que é cortada pela estrada e compôe uma paisagem de tirar o fôlego. 
    Pouco depois da salina, vimos duas lhamas correndo ao lado na estrada. Não deu tempo de parar o carro para fotografá-las e eu fiquei chateada... por aproximadamente 2 minutos, pois logo apareceram muitas, muitas mais. Em cima e aos lados da estrada, nos observavam calmas e curiosas. Aí sim, paramos o carro e tiramos fotos à vontade. Elas são tão fofas que eu quis levar uma prá casa, mas meus companheiros de viagem não deixaram. (Insensíveis)!

    Em Susques, paramos para almoçar e abastecer o carro.  É importante encher o tanque por aqui, pois em San Pedro do Atacama às vezes falta combustível.
    Quando chegamos à Aduana Argentina no Paso de Jama, havia pouca gente e os trâmites foram rápidos e fáceis. Logo estávamos na chilena RN27, que segue até San Pedro de Atacama. A partir daqui, sair do carro para fotografar era uma aventura necessariamente rápida: apesar da beleza estonteante, fazia muito frio.

    A descida para San Pedro é uma quase reta com declive de 2000 m em 42 km de trajeto, Há várias áreas de escape para veículos que tiverem algum problema com os freios (e haja freios!). Lá pelo meio da descida, avistamos um pequeno e empoeirado aglomerado de construções baixas no meio do nada. Perguntei a quantos km estávamos de San Pedro e meu cunhado,navegador experiente e com o GPS na mão, apontou para as casinhas e disse que era lá. Minha irmã e eu não acreditamos e teimamos: como assim, a famosa San Pedro de Atacama não é uma cidade? Não nos convencemos até chegar lá embaixo e ver a placa que nos dava boas-vindas. Era aquilo mesmo, uma vilinha muito sem cor e sem graça, coberta de poeira. A charmosa cidadezinha que imaginávamos não estava lá...
    A Aduana Chilena está bem na entrada de San Pedro. O atendimento para fazer trâmite de pessoas e veículos é confuso, antipático e demorado, mas finalmente fomos atendidos e liberados para conhecer o deserto mais seco do planeta.
    Nos dirigimos para o hotel Altiplanico.Havíamos feito reservas com antecedência, pois a cidade estaria lotada devido ao revellion. Fomos bem recebidos e o hotel é arrumadinho, mas o preço que se paga não condiz com as instalações do lugar. A situação se repete em todos os locais de hospedagem na cidade,  creio que devido às grandes distâncias que todos os insumos/mercadorias/materiais devem percorrer para chegar ao Atacama... 
    Refeitos da surpresa de encontrar um lugar tão desolado, fomos caminhar e começamos a entender a magia do local. Jantamos no Café Adobe na Calle Caracolles, a rua principal da cidade. No restaurante, as mesas ficam em um pátio avarandado. Faz frio, mas há fogueiras, gente de várias partes do mundo, comida deliciosa,  atendimento simpático, show de música típica. Após algumas doses de pisco e um delicioso vinho chileno, voltamos ao hotel para descansar, felizes da vida.

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