Uma estrada muito louca

Trip Start Dec 25, 2009
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Trip End Jan 07, 2010


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Where I stayed

Flag of Argentina  , Northern Argentina,
Saturday, December 26, 2009

Segundo dia de viagem: Posadas, AR a Salta, AR

  
Acordamos às 6h00, descemos para o salão de café da manhã e o encontramos fechado e escuro, embora o horário para o café estivesse indicado como a partir das 6h00 da manhã. Intrigados, fomos conversar com o funcionário da recepção e aí percebemos haver esquecido o horário de verão... Na Argentina, eram 5h15!  Não quisemos esperar e seguimos viagem, pois até Salta seriam 1200km.
   Embora tenhamos passado o dia na estrada, foi uma experiência inesquecível: de Posadas a Resistência seguimos a RN12, estrada normal. A partir de Resistência, pega-se a RN16 e aí, quanto mais para o norte mais curioso fica... A RN16 é praticamente um reta por 600 km, mais ou menos. Quanto mais ao norte, menos desenvolvido o país e as pessoas tratam a estrada como se fosse um quintal. Há muitos animais soltos durante o percurso: porcos, cabras, cavalos, vacas, burros,... é preciso ter cuidado. Vimos um rapaz com uma moto parada em cima da estrada de costas para o tráfego, abaixado consertando alguma coisa como se estivesse em uma oficina, com ferramentas espalhadas no chão...uma senhora caminhando calmamente no meio da pista com um botijão de gás nas costas... crianças brincando...começamos a achar muito engraçado e apostar o que viria a seguir... alguém assando um bolo? Apesar do risco óbvio de dirigir em uma estrada que parece invisível para quem vive à sua volta, nos divertimos prá caramba dentro do carro!
     Chegando à Salta, procuramos o (ótimo) hotel que havíamos reservado pela internet: Ayres de Salta. Um pouco mais tarde, saímos para caminhar na Plaza 9 de Julio e jantar.
A plaza é muito linda e, como todas as praças centrais na Argentina, estava muito movimentada, com turistas e o povo do local coexistindo pacificamente. Meu cunhado jantou um filé de lhama, que todos nós provamos. Não achei grande coisa, meio seco, esquisito...     Depois do jantar, ficamos pela praça fotografando e vendo a vida passar.Notamos uma movimentação diferente e um pouco triste: após o fechamento da belíssima catedral, começaram a chegar alguns casais de noivos e seus familiares, as noivas com vestidos brancos humildes mas bem enfeitados, todos a pé. Um grupo de cada vez, dirigiam-se para a escadaria da igreja e tiravam algumas fotos em frente ao templo de portas fechadas... eram claramente pobres, de descendência indígena e estavam pouco à vontade nas roupas e no local, mas as noivas sorriam muito e fiquei ali desejando que fossem felizes e imaginando por que não chegavam mais cedo e entravam na igreja... Imagino que séculos de dominação cultural e econômica sejam o motivo daquele comportamento tão estranho para nós.
    Voltamos ao hotel para descansar.
    
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