Parque Nacional Manu

Trip Start Jul 18, 2010
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Trip End Oct 24, 2010


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Flag of Peru  , Cusco,
Thursday, August 19, 2010

Saindo de Puerto Maldonado a 200m de altitude, floresta amazônica coberta de fumaça, subimos em um só dia para Cusco. Paisagens estonteantes, almoçamos em Macapata, e não havia muito mais onde comer. Quince Mil e os outros lugares que aparecem no mapa são muito precários. Fizemos em um só dia porque Negra Jane, pilotada pelo dono, conseguiu fazer em uma hora um trecho da estrada de uns 60km, em obras. Se não fizesse, a estrada à frente se fechava e teríamos que voltar para dormir não sei onde. Foi punk, como diz a Lela. Chegamos em Cusco à noite, porque não havia lugar para dormir perto da entrada para Manu. Foi ótimo porque no dia seguinte, já descansados, fomos nos encantar com a Plaza de Armas e depois encontrar uma agencia que nos levasse a Manu.

Outra epopéia: um guia e a comida necessária para nossa estadia, encheram a Negra Jane até o teto, e fomos dormir em Paucartambo, numa pousada sem nome, de onde saímos às 3 horas da madrugada, em direção a Tres Cruces, onde nos esperava o mais lindo alvorecer de nossas vidas, cheio de magia (e frio).

Então começamos a entrar no Parque Nacional Manu. Primeiro na Estação Ecológica Wayquecha, onde Fernando e Fábio fizeram uma trilha com a pesquisadora Laura, subiram em torre de observação, e passaram por ponte pencil. etc. Depois, ainda sem almoço, rumamos para o que seria nosso "lodge" por 3 noites. Banho compartido, nunca mais. A água do chuveiro, ou era quente e pouca, ou só existia num chuveiro onde v. não podia se mexer. Graças que havia comida boa e saudável. Precisava ver a quantidade de gringos louros que dormiam lá por uma noite, e seguiam em micro-ônibus por mais outras tantas, para subir de barco horas a fio até outros hotéis. Nós não, queríamos estar naquela altitude mesmo, junto da floresta de neblina e do Gallito de las Rocas.

Só chegamos já de tardinha. Vocês não podem imaginar o que seja a estrada, de terra, para um só carro, bem estreitinha, cheia de deslizamentos de solo e de rocha, coisas enormes, de alto a baixo da encosta. Tão grandes que as fotos não dão a dimensão. Aí então é que, estando a 4000 e tantos metros de altitude eu pude perceber o que é a erosão que comeu a nossa Serra do Mar, que hoje, velha de guerra, só tem uns 1200m. A estrada passa cortando o mesmo “derrumbe” em diversos trechos e altitudes. É feita a mão, conserta daqui e dali, um trabalho de formiguinha, do homem contra a natureza. Eu disse que é estreita, mas, de repente, numa curva, v. topa de frente com um caminhão enorme, e não vem devagar. Aí, tudo pára, tranquilo, e a gente vê como é que dá pra cada um passar. Sempre dá. Vimos um caminhão quebrado junto de um rio. Quando voltamos, o trânsito tinha sido restabelecido: pessoas em volta tinham criado uma passagem que agüentou outros caminhões... e nossa Negra Jane!

No único dia que passamos inteiro em Manu, iniciamos vendo monos, cotias, esquilos e muitos pássaros no Cock of the Rocks Lodge. Ficava bem em frente de nosso “qualquer coisa lodge” e fomos entrando pelos jardins tropicais, até que o gerente nos deu as boas vindas. Mas o Gallito não apareceu.À tarde pegamos a Negra Jane e descemos em direção a Pillcopata, a capital do distrito, e Atalaia, um porto onde o rio Madre de Diós se encontra com outros da região. Ali, voltamos a ver a Amazônia de Puerto Maldonado e Brasil, a mesma vegetação, o mesmo uso desregrado do solo, a mesma fumaça fechando o céu. Visitamos o Ernesto, amigo de Marcos e Gladis, só pra deixar um abraço, passamos no Albergue da família Jilahuanco para conhecê-los, e voltamos depressa pros nossos 3300m de altitude, nossa vegetação de mata densa, nosso ar limpo, e nosso banho quase frio.

E então, no dia de voltar para Cusco, VIMOS OS GALLITOS DE LAS ROCAS. Um bando deles, dançando no sub-bosque, como fazem nossos Tangara tangara pra atrair a fêmea. Durou só uns vinte minutos, eles se foram exatamente quando o sol saiu. Talvez porque, tão bonitos assim, não podem ficar dando mole pra predador. Tudo aconteceu muito rápido: o guarda da reserva particular do Manu Cloud Forest Lodge, que também fica bem pertinho, nos deixou entrar, e avisou que eles já iriam embora. Fábio fotografou, filmou a dança e trouxe também o canto gravado. Acho que o Fernando Pacheco vai gostar.

Depois de tanta emoção, voltamos para Cusco. Desta vez por outro caminho, passando pelo Vale Sagrado. Vales profundos, planaltos ensolarados, pueblos uns atrás dos outros, criando na paisagem uma colcha de retalhos dos terraços plantados com todo tipo de cereal e batata. Casas de adobe, baixinhas, cobertas de palha, parece que eles reproduzem o modo inca de viver.
Pisac hotels Slideshow

Comments

Regina e Zé Antonio on Aug 20, 2010 at 12:52AM

Primos, estamos acompanhando essa incrível jornada de voces pelas entranhas da nossa América. Que viagem emocionante! Voces terão que passar meses narrando tudo o que viram, sentiram e exploraram para nós!!
Fernando, com atraso, auqele abração apertado pelo seu aniversário!
Continuem contando as aventuras, as descobertas, compartilhando as emoções e, principalmente, nos mostrando um pouquinho disso tudo em fotos.
Beijos
Regina e Zé

Gloria Jilahuanco on Nov 23, 2010 at 09:54PM

viendo vuestro viaje si la pasaron super bien verdad! eso me alegra mucho,
le di los saludos a mi padre èl igualmente les manda ustedes, lo siento por no escribir antes a decir verdad acabo de encontrar la paguina mucho saludos esperemos vernos una proxima y seguir en contacto con ustedes
saludos
desde

Manu - Pillcopata - Cuzco - Perú

GLORIA JILAHUANCO

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