Um maravilhoso dia de Inverno

Trip Start Jan 15, 2011
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Trip End Dec 24, 2011


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Saturday, April 13, 2013

Berlim, assim como o resto da Alemanha, não é um destino conhecido pelo seu clima. No seu país os alemães fazem bons carros, constroem grandes feitos de engenharia e bebem muita cerveja, mas quando é para aproveitar o Verão, fogem todos para a Europa do sul. Os pobres coitados que ficam pela capital alemã terão que suportar o Verão berlinense, a altura do ano em que mais chove. Claro que há dias em que as temperaturas amenas se aliam ao céu azul e os muitos parques de Berlim se enchem de veraneantes, mas na maior parte das vezes, a chuva estraga o cenário. No Inverno, para compensar, chove muito pouco: a título de exemplo, entre os meses de Outubro e Fevereiro cai duas vezes e meia mais água do céu na nossa capital do que na dos alemães. É verdade que em Berlim faz muito mais frio do que em Lisboa, fazendo com que muitas vezes o que se veja cair seja neve e não água, mas em termos gerais, há pouca precipitação na capital alemã. 
 
Se não cai muita chuva, poder-se-ia dizer que as nuvens são desnecessárias, o que parece ser o caso aqui. Dias de céu azul nos meses mais frios não são incomuns, e Sábado foi precisamente um destes dias. Acabado de mudar de casa, fui acordado às oito da manhã pela quantidade pouco habitual de luz no meu quarto, onde a falta de cortinas se fazia sentir. Ainda deitado, depois de deixar os olhos habituarem-se à luz matinal, espreitei pela janela e por cima do edifício em frente vi um céu imaculadamente azul, tão azul que quem visse uma foto diria que estava um belo dia de Verão. Infelizmente, as aparências enganam (ao contrário do algodão): a temperatura nesse dia atingiu os graus positivos apenas por pouco. Mas pelo menos o sol brilhava majestosamente!
 
Há que aproveitar dias destes, sair de casa e respirar o ar fresco. Incutido deste espírito, aceitei o convite da Johanna para ir fazer algo que acho que experimentei apenas uma vez, há muitos, muitos anos: andar a cavalo! Ou melhor, ir fazer-lhe companhia enquanto ela anda a cavalo, já que esta não é uma actividade que se faça logo à primeira.

Seguimos então viagem para o deserto, o termo depreciativo dos berlinenses para o estado que rodeia a capital. Bastam vinte minutos para abandonar a cidade e chegar a Brandeburgo, mas para os habitantes da capital, é como se fosse o Sahara (ou a Margem Sul). O destino: Münchehofe, uma pequena povoação de quase 500 almas e, segundo dizem as gentes, dez vezes mais equídeos. Um destes é a Lisa, a pobre égua que iria ter que nos carregar. Para a sua dona, no entanto, a Lisa é muito mais do que um animal de estimação ou uma diversão de alguns fins-de-semana, é a sua melhor amiga. A Johanna tem-la há 21 anos, cresceu com ela e juntas partilharam inúmeras aventuras, inclusivé viagens de vários dias pelos Alpes acima. Como não passam um fim-de-semana sem se ver (normalmente vêem-se inclusivé tanto ao Sábado como ao Domingo), quando a Johanna se mudou de Viena para Berlim, a Lisa veio também. E quando for altura de voltar, o plano é que as malas sigam de transporte motorizado enquanto que a Lisa e a Johanna vão juntas, a galope pela Alemanha e Áustria fora.
 
Chegados aos estábulos, começámos por preparar uma deliciosa refeição para a égua, repleta de vitaminas e alguns medicamentos para a artrose. Afinal de contas, os vinte e um anos da Lisa equivalem a cerca de sessenta anos humanos, pelo que estamos a falar de uma senhora com uma certa idade, que começa a precisar de algum cuidado. Preparada a marmita, fomos finalmente ter com a estrela do dia, à qual fui apresentado. As boas maneiras indicam que se deve apertar a mão a novos conhecidos, mas uma vez que as “mãos” da Lisa passam o dia em lama e estrume, decidi que umas festas no animal seriam uma alternativa aceitável para demonstrar que tinha muito gosto em conhecê-la. Infelizmente, e uma vez que não estou muito habituado a cavalos, não sabia muito bem onde tocar (e por alguma razão estava convencido de que não se pode chegar mais perto do que dois metros da parte traseira de um cavalo sem se levar um coice). A apreensão inicial dissipou-se no entanto rapidamente e deu lugar a muitas festas, embora ache que a Lisa não gostou assim tanto de mim na primeira impressão, já que insistia em fugir com a cabeça para longe. Se não consegues vencê-los junta-te a eles, diz o ditado, pelo que decidi enfim deixá-la em paz.
Antes de partir para a cavalgada propriamente dita há que fazer a manutenção do material, o que no caso da Lisa significa escová-la por completo. Acontece que, como esteve bastante calor a semana passada (quase 10 graus), a égua estava a trocar a pelugem de Inverno por uma mais fresca (uma má estratégia no que toca ao timing, já que segundo a dona do estábulo haviam feito 17 graus negativos há duas noites atrás). Isto significa que escovar o pêlo da Lisa equivale a tirar os pêlos soltos do corpo dela e pô-los na minha roupa. Os dez minutos que passei a escová-la foram portanto seguidos de outros dez a escovar a minha própria indumentária. Finalmente, estávamos todos prontos para a partida!
 
A convite da Johanna tomei as rédeas da situação, literalmente. Uma pequena explicação de como trepar para cima do bicho e Hop, já lá estou em cima. Óbvio que só nesta altura me apercebi que estar sentado num cavalo não é propriamente o mesmo que me sentar à mesa de jantar. Subi e sentei-me relaxadamente, com a bênção da ignorância, mas rapidamente fiquei mais tenso e agarrei-me às rédeas do cavalo com força, deixando as da situação para a Johanna, que acalmou a Lisa. Digo acalmou como se o bicho estivesse agitado, mas a verdade é que para quem não está habituado, qualquer movimento parece que nos vai mandar para o chão: se ela baixa o pescoço para comer um pouco de relva, parece que não há maneira de não nos estatelarmos de cara no chão; e se o levanta um pouco, na minha mente já a Lisa está na vertical, só com duas patas no chão, obrigando-me a pôr os braços em volta dela e a agarrar-me firmemente. Convém lembrar que uma brincadeira destas meteu o Super-Homem numa cadeira de rodas: com kryptonite e cavalos não se brinca.
 
Seguimos finalmente viagem, eu sentado nas alturas e todo contente, agora mais habituado aos movimentos da égua, enquanto que a Johanna seguia ao lado a pé, com uma mão na rédea para orientar o animal. Embora ainda houvesse bastante neve em redor, o que mais se via no trilho era mesmo lama, pelo que me dei por contente de estar sentado na Lisa e não a andar pelo chão. Assim seguimos cerca de dez ou quinze minutos, à conversa, com a Lisa de vez em quando a decidir que esta ou aquela planta seriam um petisco ideal, baixando a cabeça rapidamente e assustando-me por uns instantes. A Johanna bem que lhe ia dizendo para parar mas, como ela própria admitiu, os cavalos conseguem sentir quando o cavaleiro é um principiante e, neste caso, fazem o que bem entendem. Para remediar a situação, a Johanna deu-me umas dicas de como posicionar o corpo e os movimentos que se devem fazer com as ancas quando o cavalo segue a passo lento. Com a técnica apurada fomos seguindo caminho, sendo que apreciei bastante estar ali a passear a cavalo com boa companhia, neste maravilhoso dia de Inverno.
 
Chegámos finalmente a uma parte do trilho onde este estreitava bastante no meio da floresta, o que significaria que a Johanna não poderia guiar a égua a pé, já que não conseguiria seguir ao lado dela. Trocámos então de posição, depois de mais uma pequena lição de como sair do cavalo (inclinar o corpo para a frente, passar uma das pernas para o outro lado, esticando-a para trás, e saltar porta fora – para os interessados) e a Lisa e a Johanna seguiram à frente, indicando o caminho, enquanto que eu seguia atrás ou ao lado, quando possível. O trilho seguia no meio da floresta, numa pequena vala rodeado de neve branca à volta, uma paisagem bastante bonita que emanava uma paz tranquilizadora, com o sol a penetrar por entre as árvores e, de vez em quando, a surgir directamente em frente de nós.
 
Depois de algum tempo, o caminho foi dar a um descampado bastante grande, com uma forma mais ou menos rectangular. Do outro lado deste, as árvores que delimitavam o nosso “picadeiro” surgiam a quase 300 metros de distância, e em cada um dos lados o campo aberto extendia-se por 700 ou 800 metros. Curiosamente, olhando para o mapa, acabo de constatar que a linha de árvores que delimita um dos lados se encontra exactamente na fronteira do estado de Berlim com o de Brandeburgo. Precisão alemã até na disposição das florestas, portanto. 
 Como a Johanna explicou, este descampado é uma antiga base militar russa, da altura da Guerra Fria, abandonada quando o Muro caiu. Desde logo ela me chamou a atenção para uma pequena colina de formato rectangular, no meio do campo, que ela pensa ser um bunker. Não há confirmação desta teoria, mas há vários sinais que lhe dão credibilidade: antes do mais, encontra-se nos terrenos de uma base militar do tempo em que nos íamos vendo a braços com uma Terceira Guerra Mundial, nos arredores da cidade onde o Oeste e o Este jogavam o seu braço-de-ferro nuclear; apresenta uns cortes demasiado rígidos, um formato demasiado regular e artifical, tendo todo o aspecto de ter sido construída por mão humana; e para finalizar, ao logo de todo o descampado em frente à elevação artificial surgem a intervalos regulares tubos vindos debaixo da superfície, que se elevam na vertical cerca de um metro, e que a Johanna identifica como sendo  respiradores. Infelizmente, embora já vá passear para estes lados há quase três anos, ela ainda não encontrou a entrada da estrutura, pelo que ficámos na ignorância.
 
À conversa sobre bunkers e cavalos, fomos seguindo à volta do campo numa pequena estrada da antiga base, estretanto repleta de vegetação. Assim como nós, outras pessoas aproveitavam o dia espectacular para passear na Natureza, algumas seguindo também a cavalo, outras a pé, algumas com cães a servir de companhia. A certa altura eu decidi ver por quanto tempo conseguiria acompanhar a Lisa, e a Johanna começou então a acelerar o passo dela, passando pelas várias “velocidades” que ela tem (três, se me lembro correctamente). Modéstia à parte, posso dizer que consegui seguir ao lado dela em grande parte da prova, embora ache que a Johanna estivesse a ser generosa para com o pobre pedestre. Por outro lado, visto bem as coisas, eu estava a competir contra uma senhora de sessenta anos (a Lisa).

 Demos a volta ao campo e fomos visitando as várias atrações do mesmo: uma parte com várias pequenas colinas; uma outra onde o solo é feito de areia que parece ter vindo de uma qualquer praia tropical; e um pequeno lago escondido no meio de alguma vegetação, usado no verão como parque de diversões para os cães da zona. Uma pequena caminhada pela floresta seguida de uma travessia pela vila levou-nos de volta aos estábulos, onde a pobre Lisa recebeu uma merecida refeição. Finda esta, despedimo-nos dela e devolvemo-la aos seus companheiros de habitação, que a receberam com alegria. Um destes é o Collin, um jovem em plena puberdade, cheio de hormonas a clamar por algo. Mal a Lisa voltou para junto dele, começou desde logo a tentar arrancar a manta que lhe cobria o corpo, numa tentativa de a apanhar despida e fazer o que os homens (de qualquer raça) mais querem. Afinal de contas, a Lisa é uma loira linda de morrer, com uma crina que surge em apenas um dos lados, um acaso da genética que podia muito bem ter sido feito num qualquer cabeleireiro da moda.

 De volta à capital (e à civilização), exigia-se uma noite relaxada depois de tanto esforço (da minha parte, já que a Johanna esteve sentada a tarde toda). Depois de um bom jantar, cortesia da nossa cavaleira, seguimos para uma sauna ao pé da casa dela. Quem me conheçe talvez já tenha ouvido a minha opinião quanto a esta actividade (“não gosto de me banhar no meu próprio suor”), mas a verdade é que depois de ter ido algumas vezes, começo a apreciar este modo de relaxamento. Tinha estado numa sauna aquando da minha última visita à neve (curiosamente também com a Johanna), nessa que foi a minha segunda visita a essa instituição finlandesa, e o ar quente da sauna soube bastante bem depois de um dia cansativo nas pistas, pelo que vi com bons olhos uma nova visita depois deste outro dia cansativo.
 
A sauna a que fomos encontra-se num prédio como outro qualquer, no meio de Berlim, ninguém diria que seria ali. Fomos recebidos por uma jovem que nos explicou a oferta do local, os preços e horário de funcionamento. Como ela própria referiu, o espaço era bastante compacto mas tinha tudo o que poderíamos desejar. Os 10€ de custo de entrada ficam bastante em conta, especialmente se considerarmos que se pode ficar até à meia-noite a qualquer dia da semana. Além do mais, as probabilidades indicam que uma em cada 216 visitas será a custo zero, isto porque os visitantes são convidados a lançar três dados antes de pagarem, e se sair seis em todos eles a entrada é gratuita. Não foi o nosso caso, pelo que fomos obrigados a desembolsar o valor da entrada. 

 Depois de trocarmos a roupa por toalhas no piso inferior, seguimos para a zona da sauna em si. A primeira divisão que vimos foi uma sala para descanso, onde uma lareira acesa, mesas e cadeiras convidavam o visitante a ler um livro entre sessões, ou simplesmente a sentar-se um pouco à conversa. Deixámos esta primeira sala para mais tarde e atravessá-mo-la para chegar às primeiras saunas, duas divisões todas em madeira (como não podia deixar de ser), curiosamente maiores do que a maioria das que já vi. Decididos a explorar, subimos até ao andar superior, onde acabámos numa bio-sauna. Ninguém percebe muito bem porque é que é biológica (nem mesmo a jovem da recepção), mas como explicado num pequeno texto, esta sauna aquece os seus visitantes através de raios ultra-violeta (ou algo do género) em vez de ar quente, como na sauna tradicional. A grande diferença para o utilizador é a temperatura: enquanto que uma típica sauna finlandesa se encontra entre os 70º os 100º graus, na bio-sauna estão apenas entre 40º e 55º graus. Uma boa escolha para quem como eu ainda não está convencido dos benefícios da coisa, portanto.

 Sentámo-nos nesta primeira divisão uns vinte ou trinta minutos, com um casal a conversar em inglês ao nosso lado, com o qual também trocámos algumas palavras. Escusado será dizer que as toalhas haviam ficado do lado de fora e que estávamos portanto todos nus: digam o que disserem da rigidez dos alemães, quando se juntam na sauna não há complexos para ninguém. Afinal de contas, todos temos  mais ou menos as mesmas características corporais, e todos conhecemos o corpo do género oposto, por isso não há razão para vergonhas. E com toda a gente despida, vergonha seria mesmo manter a toalha vestida.
 
Finda a primeira sessão de sauna, manda a convenção que se tome um chuveiro frio ou se mergulhe numa piscina de água gelada, e lá estava um pequeno tanque pronto a congelar os visitantes. Infelizmente era pequeno demais para se saltar lá para dentro, e entrar devagar pelas escadas era algo que não me atraía muito. Optei assim por uma alternativa que me pareceu bem mais interessante, mas que acabou por ser um balde de água fria. Tratava-se de, imagine-se, um balde água fria colocado junto ao tecto ao lado dos chuveiros. O contentor tinha uma pequena corda pendurada à borda que, se puxada, o faria virar e largaria o seu conteúdo sobre quem quer que estivesse por baixo. Foi nessa posição que me coloquei e, ganhando coragem, agarrei a corda, e... Não aconteceu nada. “A geringonça estava avariada” pensará com certeza o prezado leitor, mas a verdade é que a coragem era simplesmente insuficiente. Depois de mais alguns segundos a tentar reunir as forças, voltei a agarrar na corda, e... Ainda não foi desta. Na minha cabeça surgia a imagem de uma forca, a corda que tentava puxar era a que abriria o alçapão debaixo dos meus pés, era carrasco e vítima ao mesmo tempo, cometia um homicídio-suicídio pré-meditado... Finalmente, fui buscar a última réstia de coragem e puxei a corda, sendo imediatamente atingido pela água gelada. Acho que não preciso de explicar o que senti, resta dizer que não é propriamente das melhores experiências de sempre, mas supostamente faz bem a alguma coisa...
 
Depois de uma boa meia hora a descansar junto da lareira, seguimos para a sauna finlandesa. Tratava-se de uma divisão de formato rectangular, cuja entrada estava num dos lados longos, enquanto que nos outros três lados estava a típica estrutura de madeira das saunas. Esta tinha três níveis de bancos, como que uma bancada. No centro da divisão encontrava-se o que a mim me parecia um barbeque, o que de facto não anda muito longe da verdade: nas grelhas lá de casa usa-se o ar quente do carvão em brasa para assar carne, aqui usa-se o ar quente para (quase) assar pessoas. 
 
Depois de uns quinze minutos a torrar, chegou a altura do aufguss (não faça ideia da tradução para a palavra, mas farei um esforço para explicar do que se trata). A jovem da recepção veio para isso para a nossa sauna e começou por lançar água cuidadosamente para as pedras quentes, de maneira a aumentar a humidade. Na atmosfera sentiu-se rapidamente a mudança, parecendo também ter ficado muito mais quente. Depois de vários minutos disto, a jovem agarrou numa toalha e girou-a no ar, por cima da sua cabeça, para fazer com que o ar quente circulasse pela divisão, aumentando assim a transpiração dos visitantes (uma vez mais, parece que faz bem). Por fim, foi individualmente a cada uma das pessoas presentes e usou um rodopio da toalha para lançar uma lufada de ar quentíssimo na sua direcção. Esqueçam os 35 ou 40 graus com os quais por vezes levamos na cara ao sair de casa no Verão em Portugal, aqui estamos a falar de quase 100º. Uma vez mais, parece que é bom.
 
Uns quantos mais ciclos de sauna seguida de descanso e estávamos ambos KO e prontos para uma noite repousada. Depois de um dia com tanta actividade, foi mesmo isso que fizemos. Depois de tanto calor, a caminhada de quinze minutos com temperaturas negativas não soube nada bem, mas é o preço a pagar por ter uma sauna tão perto de casa...
 
O Inverno deu entretanto lugar à Primavera, mas a diferença não foi grande: as temperaturas continuaram negativas e a neve continuou a cair, fazendo do mês de Março o mais frio na Alemanha em 150 anos (isto é, desde que começaram a medir o quão frio era Março). Na semana passada, no entanto, tivemos finalmente o primeiro verdadeiro dia de Primavera, com temperaturas aceitáveis (na ordem dos 10º) e, inclusivé, algum sol. Tudo começou no domingo passado, quando saí à rua bastante agasalhado, acreditando que o céu azul escondia o vento gelado do costume, e fui agradavelmente surpreendido com uma aragem agradável e um ameno dia. Desde então temos tido temperaturas decentes, mas com bastante chuva: é o compromisso a pagar nestas latitudes, ou chove ou está muito frio. Sinceramente, prefiro o frio, mas a verdade é que os dias em que não chove são um prazer. Se calhar está na altura de trocar a sauna por um barbeque e passar a assar costeletas em vez de a mim próprio. Que venha o Verão!
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Comments

Angélica on

Cada vez mais tenho mais apreço pelas tuas aventuras. Por acaso, hoje as três e tal da manhã....dei muitas gargalhas a conta desta aventura! Beijocas e parabéns!

Pai on

Na minha opinião muito bem descrita a visita à Lisa com os pormenores no sítio, Estou encantado. Bjs do pai

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