Tecnologia 1 – 0 Humanos

Trip Start Jan 15, 2011
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Trip End Dec 24, 2011


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Flag of Czech Republic  , Bohemia,
Saturday, February 9, 2013

    O Google Maps dizia que para fazer os cerca de 400 quilómetros do trajeto desejado seriam precisas cerca de quatro horas e meia. O GPS avisava que demoraria um pouco mais, mas os humanos não acreditaram em nenhuma das versões: afinal de contas, apenas 100 quilómetros do total a percorrer seriam fora das famosas Autobahn alemãs, sem limites de velocidade. O carro alugado, outra pérola da engenharia germânica, dava garantias de segurança, novo e reluzente. Com as malas na bagageira e a prancha de Snowboard ensandwichada entre os bancos e as portas, seguimos finalmente viagem para Špindlerův Mlýn, uma estância de Ski reconhecida como a melhor que a República Checa tem para oferecer. A tão pouca distância de Berlim, é a escolha ideal para um fim-de-semana de diversão na neve.
    Pouco antes de chegar a Dresden, com pouco mais do que uma hora de viagem, o primeiro sinal de que as coisas não iriam ser assim tão simples: a auto-estrada encontrava-se coberta por um manto branco, tal era a quantidade de neve que caía do céu. Não havendo limite máximo de velocidade para ultrapassar, o condutor decidiu quebrar o limite mínimo, passando a circular lentamente já que nem as linhas que separam as faixas se conseguiam distinguir. Os flocos iam caíndo, grossos e em grande quantidade, embatendo no pára-brisas sem som e limitando o alcançe da visão. Com estas condições, a única coisa a fazer é mesmo abrandar e tomar as luzes do carro da frente como referência, esperando que este esteja na faixa certa e não na berma ou a circular no meio da auto-estrada.
    Depois de algumas dezenas de minutos a passo de caracol, ultrapassámos finalmente a tempestade e seguimos uma vez mais a velocidade normal, com pressa de chegar. A intempérie parecia no entanto determinada a fazer-se sentir, e quando saímos do McDonalds depois de um jantar rápido já ela se encontrava sobre nós, lançando grossos flocos de neve novamente na nossa direcção.
    Seguimos viagem e a senhora do GPS levou-nos até à fronteira com a Polónia, país que atravessamos rapidamente, entrando finalmente no nosso país destino, a República Checa. Eis que senão surge o segundo sinal de aviso: passados vinte quilómetros, deparamo-nos novamente com a fronteira – estamos novamente na Polónia! Não que faça diferença, mas uma rota que nos faz atravessar o mesmo país duas vezes parece no mínimo  longe do ideal...
    Seguindo as instruções fomos dirigindo-nos lentamente para o nosso destino, circulando por estradas nacionais que nos faziam atravessar pequenas povoações polacas. Um observador mais atento veria por agora o terceiro sinal de alarme: nesta noite de sexta-feira não se via ninguém nas estradas sem ser nós próprios, não andava uma única pessoa pelo passeio e só muito raramente se viam outros carros. O nosso trajecto levou-nos então a uma paisagem ainda mais desoladora: uma nacional que começou por subir em curvas, contra-curvas e ganchos, de onde no entanto ainda se iam avistando as luzes de uma povoação no vale por baixo. Logo de seguida, no entanto, a vista do vale desapareceu ao entrarmos na tristemente famosa Estrada 404: não que alguma vez tivéssemos ouvido falar dela, mas este nome é um mau presságio para qualquer programador Web, já que é o código usado para quando uma página de Internet não é encontrada, e esta estrada parecia mesmo querer fazer de nós uns desaparecidos.  A neve continuava a cair, cobrindo todo o alcatrão e obrigando-nos a circular novamente a passo de caracol. De ambos os lados da estrada a floresta cerrada bloqueava a fuga, com as árvores a surgir imponentes e ameaçadoras, parecendo querer abater-se sobre nós a qualquer momento. Além do mais, continuávamos a ser o único veículo a circular naquela rota. "Será que alguém se esqueceu de nos avisar que vinha aí a tempestade perfeita?" e piadas sobre a "Twilight Zone" começaram a ser proferidas: o humor ajuda sempre a aliviar uma situação desagradável.
    Abandonámos finalmente a mal-fadada estrada, atravessámos nova povoação sem vivalma e chegámos à fronteira com a República Checa, pelo que esperávamos que fôsse a última vez. Antes desta, um limpa-neves ia seguindo à nossa frente e ia fazendo da estrada algo transitável, mas ao atingir a fronteira encostou à berma e deu meia volta, não limpando um único metro da estrada checa. Sem substituto do outro lado, voltámos à tradição da marcha lenta. Embora continuássemos a achar que chegaríamos antes das previsões da senhora do GPS, já nos tínhamos apercebido de que não íriamos chegar antes da hora que havíamos indicado, pelo que uma chamada para o hotel serviu para avisar que íamos chegar tarde. A senhora com quem falei falava mau alemão e ainda pior inglês, pelo que a conversa, bastante partida, em nada tranquilizou os nervos de que no fim de tão atribulada viagem haveria uma cama quente à espera...

    Finalmente, Špindlerův Mlýn! Só faltava encontrar o hotel, mas por agora estávamos sensibilizados para a sabedoria da senhora do GPS, pelo que seguimos as indicações dela sem hesitação. Estávamos a cerca de 200 metros do hotel, bastava subir por uma rua e virar à esquerda. Iniciámos a subida com pressa de chegar, seguindo rapidamente até cerca de metade da estrada, quando começámos a abrandar sem razão. Lembro-me de perguntar ao nosso intrépido condutor: "porque é que estás a ir mais devagar?", sendo que a resposta foi daquelas que ninguém quer ouvir: "não sou eu". Foi nesta altura que nos apercebemos de que a tecnologia não faz tudo, é preciso fazer os trabalhos de casa e chegar sozinhos à conclusão de que trazer correntes de neve para uma estância de Ski teria sido uma boa ideia... Talvez fosse esperar demais, que o aparelho nos tivesse avisado, mas depois de 6 horas de uma certidão desconcertante, falhar na recta da meta não lhe ficou nada bem.
    Pior do que abrandar, as tentativas de acelerar o veículo para que chegássemos ao topo tiveram o efeito oposto, e subitamente o carro começou a deslizar para trás... O pobre Lautaro desistiu de acelerar e passou apenas a usar o travão para controlar a descida. Tudo parecia perdido, a situação desesperada para este grupo de dois portugueses, um argentino e um brasileiro, gente portanto pouco habituada à neve nas estradas. Eis que senão, a salvação: uns dez checos, rapazes e raparigas, surgem do nada e sem pedir permissão colocam-se atrás do carro a tentar empurrá-lo encosta acima! Simpatia em excesso ou sobriedade a menos, eles próprio vão patinando estrada abaixo com as mãos na parte traseira do carro, que continua a descer e a ameaçar passar por cima deles a qualquer momento. Mas o grupo estava tão determinado a ajudar os estrangeiros que nos motivou, e aqueles de nós que não iam a conduzir abandonaram o carro e foram ajudar estes jovens tão empenhados.
    As tentativas de fazer o carro subir, mesmo potenciadas com muito riso e alguns shots, revelaram-se infrutíferas. O condutor viu-se obrigado a voltar à parte plana da estrada, o que fez a custo, seguindo como se de marcha-atrás e usando apenas o travão para controlar a descida. Por vezes, o carro esteve perto de abandonar a estrada e entrar na vala lateral, alturas nas quais o público, agora sem poder ajudar fisicamente, ia gritando dicas em inglês, checo e até português. O terreno sem inclinação foi finalmente atingido e o plano B foi posto em prática: aproveitar esta zona para acelerar o máximo possível (dentro do seguro) e usar o balanço para atingir o topo sem parar a meio. Votos de boa sorte do lado de fora (só o condutor se encontrava no carro, para reduzir o peso) e lá foi ele encosta acima até desaparecer de vista. Agradecemos à tropa checa que nos havia tentado ajudar, espantados com tanta bondade, e corremos atrás do Lautaro.
    Uma vez no topo, o GPS tratou de nos falhar novamente, afirmando que o hotel se encontrava no seguimento da estrada onde nos encontrávamos, que acabava no entanto abruptamente alguns metros à frente. Desta vez não ficámos à espera que a ajuda caísse do céu e fomos à procura da mesma. O efeito foi no entanto o mesmo, já que uma anja checa prontificou-se desde logo a ajudar, andando cerca de 50 metros para ir ver no GPS do carro para onde nos dirigíamos. Uma vez que isto não ajudou, foi bater à porta de uma casa ali ao lado (note-se que era já meia noite e meia), perguntou por indicações na sua língua nativa e transmitiu-nos-as em inglês. Afinal era na rua de cima, pelo que agradecemos efusivamente a tão prestável jovem e chegámos finalmente ao nosso poiso!
    Exigia-se uma cerveja depois de tanta aventura, e sorte a nossa havia um bar mesmo à frente do hotel. Azar o nosso, ninguém se lembrou de que o Euro não é a moeda deste país, e embora a nossa moeda seja aceite em muitos sítios, não o era neste estabelecimento em particular. Sem vontade de ir à procura da única caixa-multibanco na vila, "20 minutos naquela direcção", voltámos desanimados ao hotel e fomos para a cama, sóbrios como sempre.

    O resto do fim de semana decorreu bastante bem, com bom tempo e neve boa. O pobre Adam, o brasileiro, nunca tinha feito Snowboard, pelo que lhe dei uma lição-relâmpago de uma hora, mesmo estando eu cheio de vontade de ir andar eu mesmo. Por fim, abandonámos o pobre principiante à sua sorte (a pedido dele próprio, que não queria que nos deixássemos de divertir por causa dele) e fomos curtir as pistas nós próprios. A estância tinha dois lados e usámos cada uma das zonas em cada um dos dias que por lá passámos. No segundo dia, uma das pistas revelou-se bastante divertida, dando para seguir rapidamente e com pequenos saltos do lado esquerdo. Distraído na descida, acabava sempre por ter que esperar pelo Lautaro, nos seus Skis, seguido pelo Diogo, na sua prancha. Na noite de sábado, agora já com coroas checas nos bolsos, tentámos ir beber a cerveja que nos tinha ficado atravessada. Acabámos no entanto por adormecer por volta das oito da noite (depois de uma sesta das cinco às sete da tarde). No domingo, mudámos rapidamente de roupa quando as pistas fecharam (às quatro da tarde), comemos qualquer coisa e seguimos viagem, agora bem menos atribulada do que a ida, chegando a Berlim em tempo recorde.

    Da segunda vez que fui à neve, eu e um outro colega de trabalho israelita juntámo-nos a um grupo heterogéneo em termos de nacionalidades, com dois russos, duas espanholas, uma polaca, um francês e uma austríaca. Eu tinha conhecido a Natalya há algumas semanas, e uma vez que esta polaca estava habituada a organizar viagens a Špindlerův Mlýn, tinha convidado colegas de trabalho para se juntarem a um fim-de-semana de diversão na neve. Eram todos biólogos ou veterinários, e por exemplo a Natalya vai regularmente a Portugal para recolher embriões de linces ibéricos, num esforço de preservação desta nossa raça. Os outros fazem algo semelhante, a austríaca Johanna fazendo do mesmo, tendo ido já também à Noruega, várias centenas de quilómetros acima do círculo polar ártico, para recolher sangue dos linces nórdicos.
    Onde a viagem anterior havia sido acidentada, esta foi mais calma. Mas para compensar, onde a anterior havia sido mais calma, na estadia em si, esta foi muito mais atribulada. Começou logo à chegada, à uma e meia da manhã: depois de depositarmos as tralhas no hotel (desta vez um diferente, mesmo no centro), seguimos rapidamente para o infame bar à frente do hotel anterior, desta vez a pé, tendo chegado lá sem mais peripécias. Já preparado da vez anterior, tinha os bolsos cheios de coroas checas, pelo que comprei desde logo uma ronda para os viajantes sedentos. A conversa acompanhada da bebida fluiu naturalmente este este grupo de aficionados da neve, e sem que déssemos conta eram já três horas da manhã e hora de ir para a cama, toda a gente queria aproveitar bem o pouco tempo que por lá estaríamos.
    Depois de um início de dia que demorou mais do que qualquer um de nós gostaria (acordar, tomar o pequeno-almoço, alugar material, comprar o forfait e chegar ao teleférico demora muito tempo num grupo de 9 pessoas), chegámos finalmente às pistas... E que espectáculo! As condições estavam bastante melhor do que da vez anterior, com a neve nas pistas perfeitamente lisa, óptima para seguir a alta velocidade mas ainda com segurança, sem gelo ou bossas que nos apanhem desprevenidos. Quanto a mim, encontrei competição à altura na Natalya e no David, o francês oriundo da zona dos Alpes, e fomos seguindo os três a alta velocidade em tudo o que era pista, de vermelha a preta. Sempre divertidos e "picados" uns com os outros, com o David a assumir a liderança (e só não andava mais rápido porque tinha umas botas de aluguer terríveis, assim como uma prancha apenas aceitável), seguindo de mim e por fim a Natalya (que se queixava que o namorado lhe havia roubado a prancha, e só por isso não andava mais rápido – desculpas!). Por vezes íamos encontrando o resto do grupo, mas estávamos mesmo virados para o speed, pelo que normalmente os deixávamos para trás rapidamente.
    No entanto, o melhor estava para vir: começámos por fazer fora de pista debaixo dos teleféricos, onde a neve se encontrava em condições excelentes, profunda e mole, o que se quer de um bom fora de pista. Rapidamente começámos a passar deste trilho, desmatado, para o meio da floresta, e ainda mais rapidamente passámos a andar apenas na floresta. Como quem já fez saberá, o melhor que há num fora de pista é seguir por entre árvores, e este local satisfazia todos os presentes. Por vezes a floresta era demasiado densa para seguir e atingíamos "becos" sem saída, por vezes tinha um espaçamento bom, mas domingo descobrimos o paraíso, uma zona com árvores na quantidade ideal para que se posso andar pelo meio sem problema, com neve excelente e uns pequenos saltos pelo meio... Que espectáculo! Segui por vezes com o David por este trilho, por vezes com a Johanna, outras a Natalya juntava-se também, e uma ou outra o grupo todo juntava-se à festa. As condições eram mesmo ideias, e fiquei contentíssimo por ter com quem ir para o meio da floresta, já que depois do meu pequeno incidente do ano passado jurei para mim mesmo nunca mais o fazer sozinho. Desta vez, felizmente, ninguém se aleijou, foi só diversão sem limites e até não haverem mais forças...

    O cansaço é sempre apenas relativo, pelo que sábado à noite a festa foi novamente até às tantas. Começou no quarto das meninas, com drinking games que deixaram as gentes em boa disposição, e por volta das 2 da manhã alguns de nós ainda foram para a discoteca. Um par de horas depois estaríamos de volta à cama para um sono de 4 horas, já que o dia seguinda começaria cedo, às 8 da manhã, havia que aproveitar bem a última oportunidade de boa neve e bom clima. Uma vez mais, o fecho das pistas por volta das 4 da tarde ditou a hora de partida, pelo que nos pussémos a caminho. Mas ir com gente local é sempre uma mão-cheia de surpresas: em vez de nos dirigirmos directamente para Berlim, a Natalya levou-nos a um pequeno restaurante numa pequena vila algures no meio da Polónia, que nos prometeu ser barato e bom. Não desiludiu: a comida não era a melhor do mundo, mas soube bem a toda a gente, e a cerveja barata caiu que nem um nectar dos deuses. No fim, lembro-me de discutir com o meu colega Ofir (com quem partilhava a moeda estrangeira) se teríamos dinheiro suficiente: tínhamos cerca de 12€ conosco, havíamos jantando bem e com a bebida a acompanhar, achávamos que não chegaria... Mas o restaurante era de facto barato: o jantar ficou a 4€ cada, pelo que acabámos por deixar o resto de gorjeta, espantados com qualidade desta a este preço.

    Seguimos finalmente viagem sem grandes incidentes até atingirmos Berlim, quando um pneu do carro da pobre Johanna surgiu de repente completamente vazio. Mais tarde viríamos a descobrir que um pedaço de metal se havia alojado nele, provavelmente numa das menos seguras estradas polacas, e fui então obrigado a ensinar esta gente como mudar um pneu. A experiência ganhei-a a ajudar a minha querida mãe, há muitos anos, quando semana sim semana não o carro dela aparecia com um pneu em baixo. Bem sei que provavelmente me queixei bastante na altura, mas como tudo na vida, ensinou-me uma valiosa lição. Afinal de contas, como se teriam safado este português, este israelita e esta austríaca no meio da Karl-Max-Straße, à noite, se eu não soubesse trocar um pneu?
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Comments

Tia Nokas on

Estás a escrever cada vez com mais emoção. Estava para me ir deitar, mas não consegui deixar de ler até ao fim. Quase que senti o galho na cabeça, quando falaste nas árvores... Senti a angústia de estar perto e o carro brincar com vocês escorregando para trás. Senti a alegria da amizade e solidariedade das pessoas estranhas que encontraram. Quero mais aventuras. Saudades meu querido sobrinho

Lautaro on

"No segundo dia, uma das pistas revelou-se bastante divertida, dando para seguir rapidamente e com pequenos saltos do lado esquerdo. Distraído na descida, acabava sempre por ter que esperar pelo Lautaro, nos seus Skis, seguido pelo Diogo, na sua prancha."

Waiting for me? You wish!!

:D

Mamã on

circo? onde estão os palhaços?

blink0
blink0 on

@querida tia: Obrigado pelo comentario encorajador :-)
@Lautaro: nothing but the truth!
@maezinha: nao sei q que te referes :)

mamã on

Ah, ah, ah!!! Já corrigiste!!!
Como a tua amiga tinha ido ao Circo Polar Ártico, eu estava a perguntar pelos palhaços!!!
Mas não te preocupes, filhotinho, o que interessa é que cada vez escreves melhor, tens uma escrita muito colorida, é como eu a vejo!
E o que importa mesmo é que eu te vejo feliz, é o que transparece dos teus escritos, da maneira como tu encaras o que a vida te tem oferecido, ou melhor, do que tens tentado fazer da tua vida!
Continua, Caco, que vais longe! Recebe um grande beijinho de saudades desta tua mãe

pai - Francisco Gomes on

Daniel, felizes são aqueles que fazem o que querem quando podem. Li com muita atenção este teu texto, o qual, na minha prespectiva está muito elaborado e colocou-me constantemente como passageiro do carro, enfim de toda a viagem. Como bem sabes gosto e leio muito. Raro é o romance que tem fotografias. A atitude correcta, quanto a mim, é a de exactamente fazeres os teus comentários, colocarmo-nos nos sítios que queres e sem necessidade de fotografias. Daí o meu apoio e os meus sinceros parabéns. Bjs do teu pai

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