Passeios pela costa, comida portuguesa, boleia...

Trip Start Jan 15, 2011
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Trip End Dec 24, 2011


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Flag of Australia  , New South Wales,
Wednesday, March 16, 2011

Olá malta!

passou-se algum tempo sem escrever muito, em grande parte porque ando a saltar de sitio em sitio e alguns nao teem internet. De qualquer das maneiras, a minha profissão é divertir-me e não escrever haha!

No fim de semana passado a cidade preparou-se para receber o Mardi Gras, o carnaval com a maior parada gay do mundo, num grande clima de festa onde toda a gente (gay ou não) se juntou. Depois de alguma hesitação, acabei por me enfiar numa carrinha de um amigo da Cat (uma das jovens australianas com quem viajei no verão passado) e ir até ao sul (jarvis Bay) para me juntar à festa d carnavel dela, numa óptima moradia que ela e os amigos alugaram para o efeito. Esta revelou-se uma óptima decisão: não houve parada, mas depois de me receberem com um óptimo barbeque (à la australiano), eles tinham um belo sistema de som (um dos amigos dela é DJ), com máquina de fumo e uns lasers psicadélicos que dava um óptimo efeito com o fumo. Ficámos então por lá, com uns copos e a dançar ao som de boa música (mesmo não sendo apreciador de música electrónica, gostei bastante desta), a rir e a conversar. A maioria era australiana, mas tínhamos também um americano (que trabalha como professor de Oceanografia num veleiro que faz EUA-Hawai-Tahiti-EUA, espantoso!) e uma canadiana (não sei bem de onde apareceu esta). Tudo malta porreira! Na manhã seguinte voltámos a Sydney mas tivemos tempo para parar numa quinta de um dos elementos da comitiva, onde este bando de adultos passou uma hora a divertir-se com um labirinto feito de sebes (é assim que se diz?), grnade o suficiente para nos perdermos lá dentro, e nuns trampolins, onde tirei uma bela foto que teve o provilégio de virar a minha foto do perfil do facebook hehe.

Depois desse fim de semana deixei então a casa do Kevin e mudei-me para casa da Christine, uma jovem alemã muito simpatica que conheci no meeting do Couchsurfing. Demo-nos bastante bem, talvez pelo facto de que ela estuda business em Lisboa, e por isso pudemos falar sobre a cidade e o país, as praias e o peixe (ela ainda não conhece o Ivomar - mas com a minha ajuda, isso há-de mudar!), em português, inglês e/ou alemão (fora as outras línguas que ela fala também, tais como espanhol, neerlandês - o que se fala na Holanda - e francês. Invejo-lhe as línguas mas não estou preocupado - não aceitam mulheres no Vaticano, pelo que o meu futuro lugar como Papa não está ameaçado).

Mudei-me então para casa dela, a 10 minutos a pé de Bondi Beach (nada mau), onde ela mora com 5 outras pessoas: um italiano que fala alemão melhor que italiano, uma letã, uma alemã mais o seu namorado colombiano (o único que não estuda Business na casa, já agora) e um suíço (da parte alemã - é uma língua muito popular nestes lados do mundo). Isto em três quartos (cada um com duas camas), sendo que (o chão d)a sala ficou para mim e para um amigo do italiano e uma alemã que se ia mudar para a casa no final da semana. Grande confusão!

Uma nota interessante para terem uma ideia do custo de vida neste país: para começar, eles pagam rendas (e ordenados) em semanas, e esta gente paga 950$ (uns 700€) por semana por esta casa... Ah pois é, certo que esta numa area turística, mas fica a uns 150€/semana a cada... Já para não falar nos bilhetes de autocarro/comboio a 3,20$ cada (2,4€) - e para ir à praia há-que pagar os 2, apenas para ir. Ainda agora vim do supermercado e não achei nenhum pão de forma por menos que 3€. Água? Não têm a 8 ou 9 centimos como nós, acho que o mínimo deve ser para ai 1 euro. Cerveja? Nem me falem... 8€ numa bottleshop por um sex-pack é o melhor possível (com promoções deles), sem isso nunca por menos que 12€... Isto também é quase tudo taxas, para combater alcoolismo etc. Anyway, voltando ao que interessa...

Passei então uma semana calminha, várias vezes com a Christine, que se revelou um óptima companhia. Fomos jantar a um restaurante tailandês com amigas dela (óptima comida a umapreço acessível) numa área bastante gira de Sydney, chamada Newtown, conhecida pela população estudantil e repleta de cafés e bars e lojas de coisas em segunda-mão, incluindo uns cafés muito giros que estão repletos de estantes com livros usados que a pessoa pode comprar junto com o seu café. Não resisti a livros a 2$ e tive que comprar dois...

Fizemos também um belo passeio junto a costa, a famosa Bondi Coastal Walk, que começa na parte sul de Bondi e vai serpenteando junto à costa até Coogee, passando por várias praias. Basta olhar para as fotos, é de facto um belo passeio, e à volta, na tentativa de poupar tempo, viemos pelo interior e pudemos ver os bairros com casas excepcionalmente bem colocadas, com vistas a invejar... Tivemos também uma bela surpresa quando repente eu olhei para o céu e qual não foi o meu espanto quando vi escrito "I miss you baby" no céu?!?! Pois é, um daqueles aviões que largam "fumo" teve a proeza de escrever isto em enorme letras no céu que com certeza eram vistas numa área enorme (já que estavam bastante alto e eram muito grandes). O senhor que as encomendou, com certeza bastante mais leve no bolso depois da brincadeira, teve também a inteligência de escrever "baby" e não usar o nome próprio da sua amada, o que significa duas coisas: antes de mais, este senhor pode usar o truque num qualquer número de amadas (é como aquela piada da mulher que vai à loja e compra dúzias de postais que dizem "para o meu único amor") e, por outro lado, qualquer outro homem pode reclamar a proeza como sua. Bom camarada! Portanto se tiverem alguém na área de Sydney, apressem-se a ligar e a perguntar se viram a declaração de amor.

Andei também a ver coisas "turísticas" durante este tempo, nomeadamente o Aquário, o Wildlife Tour e a torre de Sydney. O Aquário, embora ficasse com a impressão de que é mais pequeno que o nosso Oceanário (e por isso algo desapontante), é bastante engraçado com, como não podia deixar de ser, muito peixe: vi pinguins, raias bastante grandes, vacas do mar (alguém se lembra da música "vaquinha, gosto de ti, vaquinha, quero-te tanto, vaquinha, és a minha vaquinhaaa") e outros tantos peixes. Eles têm 2 tanques bastante grandes debaixo dos quais há um túnel transparente para ver o interior que são de facto bastante giros, mas desapontou bastante em termos de tubarões: têm apenas alguns reef sharks (pequenos e pouco perigosos) e uns grey nurse sharks (aspeto bastante feroz mas inofensivos), nada de grey white sharks (os mais periogosos) ou bull sharks (segundo mais perigosos e pelos vistos bastante comuns no porto de Sydney - parece que chegam a ir 50kms para o interior, subindo o rio - assustador!!). De que serve um aquário em Sydney sem os animais icónicos da Austrália?! Parece que estão no OceanWorld (uma outra atração) mas infelizmente acabei por não ir lá... Parece também que aqui dá para mergulhar com os tubarões! Isto não me atrai muito já que estão num aquário, mas acreditem ou não, pagaria os 500$ (375€) para me meter dentro duma jaula, no oceano, rodeado de Great White Sharks selvagens e perigosos! Infelizmente parece que só se faz disto em Adelaide, onde não conto ir... Mas se fosse, poria os corações de familiares a bater mais depressa e saltava sem pensar duas vezes! Vá, se calhar tinha a decência de só lhes dizer depois haha.

O Wildlife Tour, mesmo ao lado do Aquário, é capaz de ser até mais interessante. Possui todos os animais que se vêm pela Austrália, incluindo os típicos cangurus e koalas, mas também uma grande variedade de peixes, borboletas, sapos etc, e uns quantos wombats (ainda não percebi bem o que são) e o animal mais esquisito do mundo,o platypus (otorrinco ou algo do género em português), com bico de pato, pêlo no corpo e pondo ovos (sendo no entanto um mamífero). Esquisito, não?? Estes australianos são doidos (já dizia o Obelix).

Grande atração deste sítio é a exposição sobre cobras e aranhas, onde se pode ver a cobra mais vevenosa do mundo, a "inland taipan", obviamente existente na Austrália, mas por sorte bastante tímida e reservada, sendo que vive no meio do deserto e por isso raramente encontra pessoas. A aranhas mais venenosa do mundo chama-se "Sydney funnel web" e, como talvez possam adivinhar pelo nome, só existe na área da Grande Sydney!! Mais uma vez, apenas ataca se provacada e penso que não mata ninguém há muito tempo, mas dá que pensar!

Tinham também um cartaz a identificar as aranhas comuns na área de Sydney, sendo que pude finalmente identificar a que tenho andando a ver, bastante grande (para padrões europeus), sem pêlo e de cor dourada e preta, a "Golden Orb Weaver" (algo inofensiva).

Uma nota: olhando para as 10 cobras venenosas (ie: mortíferas) que existem por aqui, as áreas onde são encontradas são sempre uma parte do continente inteiro, mas se juntarmos as áreas destas cobras todas, cobrimos o continente todo. Por outras palavras: não há escapatória! Mas parece que não é assim tão mau e que não há assim tantos ataques quanto se poderia pensar. Elas andam por aí mas não querem atacar humanos, só se provocadas (intencionalmente ou não).

A torre de Sydney, como as fotos mostram e como seria de esperar, tem uma vista óptima sobre toda a cidade e os subúrbios num raio de muitos e muitos kilómetros. Gostei especialmente da vista sobre a área do porto, é de facto lindíssimo, especialmente num solarengo domingo quando está repleto de barcos de recreio aproveitando o vento para passearem os sydneysiders atráves das águas. Não tive oportunidade de me juntar a um destes barcos, mas espero ainda ter!

Um destes dias à noite, na tentiva de retribuir um pouco da hospitalidade, convidei o Kevin para ir jantar a um restaurante português em Petersham, o nosso pequeno bairro português nestes lados. A nós juntaram-se a namorada e o irmão do Kevin, a Christine (tendo vivido em Portugal, sabe o que é bom!) e duas amigas dela (uma turca e uma espanhola), uma outra alemã minha amiga de Melbourne e um jovem português que trabalha por cá e que conheci no meeting do CS (e que ficou tão feliz por me conhecer, sou o primeiro português que vê em ano e meio!). Fomos então ao Silvas, recomendado por um outro CSer, na esperança (eu, pelo menos) de encontrar boa feijoada... Mas infelizmente não foi o caso. Além da ausência de feijoada e de alheira, o restaurante tinha bom bacalhau, umas febras "normais" (pelos nossos padrões) e um prego bastante bom. O chouriço era cozido e não assado (sacrilégio!) e as azeitonas bastante salgadas... Tudo isto juntamente com o preço (bastante caro) significa que não foi assim tão bom, mas deu para mostrar ao pessoal um pouco do que é comida portuguesa e, com sorte, fazê-los querer ir provar a verdadeira comida (visitando o nosso país, claro está). Deu também para um bom convívio muito internacional, ao meu gosto, com quase tantas nacionalidades como pessoas!

Uma vez que a Christine tinha a casa bastante cheia e algum stress com os colegas de casa, abandonei então o chão da sala dela e fui para mesmo ao lado da City, numa casa de couchsurfers (sendo então a primeira vez que consegui sofá "à maneira antiga", mandando pedidos pela internet). Fu então para a uma casa muito animada, com uma australiana, uma russa, um francês, um irlandês e um inglês! Mais uma vez, ao meu gosto, muito internacional, e esta malta revelou-se toda porreira, sendo que me providenciaram com uams belas gargalhadas. Tinham também umas amigas australianas a dormir no sofá, pelo que mais uma vez a casa estava bastante cheia e animada.

Além de algumas conversas em grupo (onde, além das supracitadas gargalhadas, aprendi demais sobre a vida dos gays por Sydney - já que o inglês e o irlandês são ambos gays orgulhosos e brindaram-nos com alguns dos seus episódios - felizmente tenho uma mente muito aberta e tolerante!), passei mais tempo com a russa (a Polly, já agora), uma vez que fui com ela até ao parque para fazer slack-lining. Este desporto recente (digo eu) consiste em atar uma fita (não lhe chamarua corda, já que tem uns 5 centimetros de largura) no meio de duas árvores, a uns 0,50 metros do chão, e andar equilibrado por cima dela. Já tinha experimentado em Bristol uma vez (no verão passado, quando decidi ir lá num fim-de-semana) mas nunca me tinham explicado bem a teoria, coisa que a Polly não descurou. Correu bastante ben, no início do dia não me aguentava mais do que 0,5 segundos na corda e ao fim de umas 3 horas de tentativas (e alguns períodos de descanso), pelo fim da sessão, já dava uns 10 passos sem cair!! Pois é, tal qual malabarista do circo, dei-lhe bastante bem. Próximo passo: fazer o pino na corda?? Há que tentar!

Tive também um bom sábado à noite, sendo que me juntei mais uma vez à Christine e fui até uma festa de anos de uma amiga dela, onde havia bastante bebida e óptima comida (tacos mexicanos e umas belas saladas). A festa em casa durou até às 2, sendo que depois ainda fomos até à disco (onde entrámos sem pagar - maravilhoso) até às tantas... O mais engraçado é que quando cheguei a casa dos meus couchsurfers, metade da casa ainda tava acordada. Esta malta é só festa!

Segunda-feira parti finalmente à aventura!! Decidi que ia ter com a minha amiga Anna (a que recebi em minha casa através do couchsurfing e com a qual viajei no verão passado) ao meio do mato, mas que não havia de pagar para lá chegar... Sendo assim, e uma vez que ela não conseguiu arrnajar nenhum amigo dela que fosse naquela direcção naquela data, só restava uma solução: ir à boleia!! Pois é, depois de uma viagem de comboio de umas 3 horas (e por apenas 11,5$) cheguei então ao meu destino, uma estação junto à auto-estrada :D Lá estiquei então o braço e, em uma hora, ofereceram-me 3 boleias! Pois é, correu bastante melhor que a Croácia (que sempre teve um final feliz) e a minha fatídica primeira tentativa de ir até ao Porto (que foi um tremendo fracasso). Infelizmente, do local onde estava partem 2 auto-estradas (eu chamaria-lhes nacionais, mas eles gostam do termo "highway"), uma para o interior (a que eu queria) e outra ao longo da costa (muito popular com a malta que aluga auto-caravanas etc). Sendo assim, nessa primeira hora, tive uma rapariga que me ofereceu uma boleia de uns 150kms ao longo da costa (que recusei, já que queria ir para o interior), uma trabalhor na sua carrinha do trabalho que me ofereceu 10 quilometros ao longo da costa (que recusei pelas mesmas razões), até que finalmente uma auto-caravana parou com um alemão que me ofereceu boleia ao longo da costa mas até Byron Bay, bastante longe (uns 700kms), mas um sítio bastante conhecido... E não querendo esperar mais ao sol, saltei para lá para dentro!

Pois é, acreditem ou não, ganhei com isto tudo uma bela viagem de 3 dias ao longo da costa com um alemão bastante porreiro. Fomos parando e dormindo em praias (dormir nos bancos da prancha da caravana, meio desconfortável mas já tive pior!), surfando (ele tinha uma prancha que me emprestou), comendo chinês (óptimo, que ele cozinhou) e divirtindo-nos bastante. Foi uma óptima experiência, vimos uns sítio porreiros, e ele acabou de me deixar em Byron Bay! E, como disse, tudo de graça... Ir à boleia é fix!!

Pois é, cheguei a este sítio bastante popular, mas devo ficar apenas 2 dias. Tenho um hostel em Coffs Harbour (uns 200kms a sul daqui) que me deixa ficar lá de graça a troco de 2 horas por dia a conduzir os turistas de e para a paragem de autocarro... Nada mau!! E pelo pouco que vi numa curta paragem, parece ter boas ondas por lá! Próximo passo: comprar uma prancha!! (já agora, entrentei experimentei umas quantas vezes e já me consigo sentar na prancha sem que parecça que tenho um touro bravo debaixo das pernas!).

É tudo por agora. Despeço-me da ponta mais oriental da Austrália (verifiquem o mapa), onde está um belo sol e as praias (e mulheres!) são bonitas! isto é que é vida :-)
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Comments

Nokas on

O pássaro mamífero chama-se "ornitorrinco"

Nokas on

Quando chegares tens de me cantar a música da vaquinha

Sonia salgado on

= a Nokas

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