Tashkent pra caceta
Trip Start
Aug 01, 2010
1
7
15
Trip End
Aug 19, 2010
Where I stayed
Queridos 17 leitores. Ou querido leitor que leu o blog 17 vezes. Aproveito minha chegada a Tashkent, Uzbequistão, para fazer uma pausa. Antes do tradicional relato, farei um balanço geral da viagem até aqui e dos motivos que me levaram a ela, embicando, em seguida, no relato propriamente dito. Algumas dessas considerações já deveriam ter sido feitas no início do blog, mas eu não tive o tempo devido e optei por um post de abertura que chamasse os outros de meliantes.
Porquê cargas d'água eu teria vindo passar férias no Uzbequistão é uma pergunta que o leitor atento já se deve ter feito. Há algumas respostas para essa pergunta, mas como toda pergunta que tem várias respostas, nenhuma delas é suficiente. Talvez o conjunto de respostas tenha algum significado coletivo e meu primeiro dia no Uzbequistão me fez lembrar de vários motivos, alguns que tinha esquecido. Como sou um cara esquemático, posso enumerar (não exaustivamente) algumas dessas razões, para retomá-las mais a frente.
a) É um lugar longe pacas, onde ninguém nunca vai e sobre o qual ninguém sabe muito. Qual a graça de ver o Empire State Building pela trilionésima vez?
b) É um país que surgiu quando eu era criança e estava decorando o Atlas e todas as capitais do mundo. Devo uma ida aos cafundós do mundo para esse garoto, que perdeu muito tempo intrigado com esse lugar que tem mares que secam, amplitude de temperatura de 100 graus entre o verão e o inverno e mais de 2500 anos de história (que ninguém ouviu!).
c) É um país muito fechado, um estado policial (e ainda por cima islâmico) que tem o mesmo presidente desde que voltou ao Atlas. Eu vi Indiana Jones 3, Anos Rebeldes, A Vida dos Outros, O Caçador de Pipas, e esse tipo de vida no totalitarismo me intriga.
Logo na chegada ao aeroporto de Riga já começamos, André e eu, a ter as primeiras impressões sobre o país que escolhemos como destino turístico (os motivos dele para ter vindo, não sei nem se Deus sabe...). Após nossa protocolar espera na fila, pesagem de bagagem, entrega de passaportes, somos indagados pelo russo robotizado que nos atendia onde estariam os nossos vistos. Explicamos que a amistosa República do Uzbequistão, num largo gesto de amizade e aproximação, teria isentado de vistos os portadores de passaporte diplomático de países amigos bastante heterogêneos como a Romênia, a Turquia, a Eslováquia, a Hungria, a Coréia do Sul (depois que eu descobri porquê) e o Brasil (acho que Deus também deve estar por fora desse motivo...). Nosso amiguinho Ivan Drago passa, então, a escarafunchar o livrinho da IATA e avisa que lá não consta essa informação. Ato contínuo eu aviso, candidamente, que se não estava no livrinho, é porque o livrinho estava ERRADO (porra!). Sem esboçar nem 1% da (falta de) emoção de quando era surrado por Rocky Balboa, nosso amável letovsky vira-se e vaticina: "I follow the book, if it not in the book, no travel. Pleaze step aside. NEXT". A mãozinha pousando sobre o livro enquanto ele falava deram um ar de crença religiosa tão emocionante que me deu vontade de juntar minha mão e a orelha dele em júbilo pentecostal. Bastante agradecido pela descarga de adrenalina que me fez, finalmente, acordar naquela madrugada Rigoleta, tentei explicar para ele de maneira mais plástica os meus argumentos: apontei no site do MRE do Uzbequistão onde estava escrito “B-r-a-z-i-l” e apontei o telefone do consulado uzbeque em Riga “ET, telefone, consulado”. Com um jogo de cintura digno da estátua do Lênin no banheiro de Tallin, nosso algoz Drago chama uma supervisora, que chama um gerente, que chamam um operador de sei-l-a-o-quê, que chamam alguém que, finalmente, sabia discar um aparelho de telefone e acordou o pobre Terceiro-Secretário plantonista do Consulado Uzbeque em Riga e confirmou a informação de que esse meliante (agora sim!) estava dando. Tentei ser digno na minha vitória acachapante e não bati a mão no livrinho dizendo “Thiz book is Rong! Me told you! Thiz book is rong!”. Nossa experiência com um Estado Policial já tinha começado e nem tínhamos entrado no país ainda!
A imigração em Tashkent foi, por outro lado, surpreendentemente tranquila, dadas as indicações anteriores. Encontramos nosso motorista (a viagem aqui tá no estilo Rock Star, com motorista, guia, agente, carregadorde malas...) e fomos para nosso hotel. O Hotel, a propósito era sensacional. Ar-condicionado (o primeiro da viagem), piscina, internet wireless, uma beleza! E ainda encontramos nossa agente de viagens uzbeque, Shahnoza, com quem tínhamos armado toda a viagem do Brasil, por internet e telefone, na breve janela de tempo em que o Brasil e o Uzbequistão estão simultaneamente em horário comercial. Tava tudo tão no esquema que resolvemos dar um rolé pela capital, conhecer os exemplares da arquitetura monumental soviético-greco-uzbequistana, o metrô, essas coisas. Não sem antes termos deixado nossos passaportes na recepção para que a Concierge fizesse o nosso registro na KGB local, o que é praxe. Claro que ouvimos antes um “vocês não têm visto!”, só pra getne poder dar umas risadas já na nossa chegada.
As impressões que estavamos tendo da cidade no passeio foram radicalmente alteradas depois que resolvemos dar uma andada de metrô, “o metrô deles é todo bonito, vamos lá”. Grave erro. O metrô era lotado de guardinhas-faz-tudo. Desses que conferem tíquete de metrô, checam nível de alcolemia no sangue, tomam a tabuada do 7 e checam os documentos de imigração de estrangeiros com cara estranha. Toda vez que passava um guardinha japa-mongo-uzbequol era a mesma lenga-lenga de “document plize”, “uery iz visa?”, “uery iz hotel rezistration?”. E tome desinformação e implicância com as respostas. Eu já estava me sentindo um judeu andando na Berlim de 1939, toda hora era um carimbo novo que eu não tinha. E eu não conseguia entrar na porra do trem! Toda vez que ele aparecia, lá vinha um vietcong perguntar dos meus papéis. O último deles tinha vindo com reforços e já tava querendo encrencar mais, e eu já tava louco pra ir preso sem motivo (“caminhando e cantando e seguindo a canção...”), quando fomos ajudados por um uzbeque com cara de gente boa (aliás, como todos, justiça seja feita) que após 15 minutos de muita explicação, e cinco trens perdidos depois, resolveu a situação e nos pôs em liberdade. Não sem antes dar aquela zoadinha: “o que houve na Copa desse ano hein?”. Sorrisinho amarelo protocolar e caminhada rápida rumo à luz. Luz no final da escada de saída e direto pro táxi.
Tirando o fato de sermos foras-da-lei perigosos, achamos o Uzbequistão assombrosamente parecido com o Brasil. Nisso eu fiquei até um pouco decepcionado. Tanta mão de obra pra vir pra cá e no fim das contas o tão exótico Uzbequistão era uma cruza de Campo Grande (RJ) com Mangaratiba, só que com as placas em cirílico. Meio-fio e amendoeiras caiadas até o meio do tronco, calçadas de cimento desniveladas, salões de cabeleireiro com foto de estrela de hollywood em anúncio de xampu, birosquinha vendendo Coca-Cola em garrafa de vidro de 300ml, velho em ponto de ônibus de alvenaria, calorão... Exotismo zero. Já tava até querendo ir preso de novo, pra ver se dava uma animada.
Demos um pulo na parte mais importante da capital e foi um festival de feiúra. Mistura de coluna de mármore branco com vidro fumê, grades mouriscas, portal de madeira de mesquita, um samba do afro-centro-asiático doido que só deu pra dar uma zoadinha e ponto final. A herança soviética foi a reserva de beleza da cidade... Tomei uma coca-cola de garrafa, comi um kebab na carrocinha em frente à uma mesquita e me pirulitei pro hotel, pois teria de acordar, pra variar, às cinco da matina, pra road-trip Uzbequistão a dentro...
Logo no primeiro dia de Uzbequistão, portanto, já fui lembrado da terceira razão para ter vindo. Essa eu já encontrei antes mesmo de ter pousado em Tashkent. Não posso dizer que foi uma situação divertida, apesar de saber (imaginar) que estava tudo sob certo controle. Mas foi uma situação instrutiva, talvez. Bastante ilustrativa, certamente.
Antes de encerrar o relato sobre Tashkent, cidade que também não era o foco principal da viagem, vale uma ressalva para o povo uzbeque: extremamente simpático e prestativo. Sem contar que fomos salvos da masmorra por um transeunte piedoso, recebemos orientações no metrô e puxaram assunto com a gente à toa na rua. Em nenhum momento fomos falar com ninguém. A gente tem chamado muito a atenção na rua. Sempre tem gente olhando, criancinha que dá tchau. Acho que, fora a minha beleza estonteante, é por sermos os únicos de bermuda, os únicos de barba, o únicos descabelados, os únicos de camiseta. Sempre chega um desconhecido perguntando de onde a gente é. Nessa hora dá um orgulho enorme de dizer: BRASIL- IL-IL. Eles abrem um sorrisão. Nós também.
Porquê cargas d'água eu teria vindo passar férias no Uzbequistão é uma pergunta que o leitor atento já se deve ter feito. Há algumas respostas para essa pergunta, mas como toda pergunta que tem várias respostas, nenhuma delas é suficiente. Talvez o conjunto de respostas tenha algum significado coletivo e meu primeiro dia no Uzbequistão me fez lembrar de vários motivos, alguns que tinha esquecido. Como sou um cara esquemático, posso enumerar (não exaustivamente) algumas dessas razões, para retomá-las mais a frente.
a) É um lugar longe pacas, onde ninguém nunca vai e sobre o qual ninguém sabe muito. Qual a graça de ver o Empire State Building pela trilionésima vez?
b) É um país que surgiu quando eu era criança e estava decorando o Atlas e todas as capitais do mundo. Devo uma ida aos cafundós do mundo para esse garoto, que perdeu muito tempo intrigado com esse lugar que tem mares que secam, amplitude de temperatura de 100 graus entre o verão e o inverno e mais de 2500 anos de história (que ninguém ouviu!).
c) É um país muito fechado, um estado policial (e ainda por cima islâmico) que tem o mesmo presidente desde que voltou ao Atlas. Eu vi Indiana Jones 3, Anos Rebeldes, A Vida dos Outros, O Caçador de Pipas, e esse tipo de vida no totalitarismo me intriga.
Logo na chegada ao aeroporto de Riga já começamos, André e eu, a ter as primeiras impressões sobre o país que escolhemos como destino turístico (os motivos dele para ter vindo, não sei nem se Deus sabe...). Após nossa protocolar espera na fila, pesagem de bagagem, entrega de passaportes, somos indagados pelo russo robotizado que nos atendia onde estariam os nossos vistos. Explicamos que a amistosa República do Uzbequistão, num largo gesto de amizade e aproximação, teria isentado de vistos os portadores de passaporte diplomático de países amigos bastante heterogêneos como a Romênia, a Turquia, a Eslováquia, a Hungria, a Coréia do Sul (depois que eu descobri porquê) e o Brasil (acho que Deus também deve estar por fora desse motivo...). Nosso amiguinho Ivan Drago passa, então, a escarafunchar o livrinho da IATA e avisa que lá não consta essa informação. Ato contínuo eu aviso, candidamente, que se não estava no livrinho, é porque o livrinho estava ERRADO (porra!). Sem esboçar nem 1% da (falta de) emoção de quando era surrado por Rocky Balboa, nosso amável letovsky vira-se e vaticina: "I follow the book, if it not in the book, no travel. Pleaze step aside. NEXT". A mãozinha pousando sobre o livro enquanto ele falava deram um ar de crença religiosa tão emocionante que me deu vontade de juntar minha mão e a orelha dele em júbilo pentecostal. Bastante agradecido pela descarga de adrenalina que me fez, finalmente, acordar naquela madrugada Rigoleta, tentei explicar para ele de maneira mais plástica os meus argumentos: apontei no site do MRE do Uzbequistão onde estava escrito “B-r-a-z-i-l” e apontei o telefone do consulado uzbeque em Riga “ET, telefone, consulado”. Com um jogo de cintura digno da estátua do Lênin no banheiro de Tallin, nosso algoz Drago chama uma supervisora, que chama um gerente, que chamam um operador de sei-l-a-o-quê, que chamam alguém que, finalmente, sabia discar um aparelho de telefone e acordou o pobre Terceiro-Secretário plantonista do Consulado Uzbeque em Riga e confirmou a informação de que esse meliante (agora sim!) estava dando. Tentei ser digno na minha vitória acachapante e não bati a mão no livrinho dizendo “Thiz book is Rong! Me told you! Thiz book is rong!”. Nossa experiência com um Estado Policial já tinha começado e nem tínhamos entrado no país ainda!
A imigração em Tashkent foi, por outro lado, surpreendentemente tranquila, dadas as indicações anteriores. Encontramos nosso motorista (a viagem aqui tá no estilo Rock Star, com motorista, guia, agente, carregadorde malas...) e fomos para nosso hotel. O Hotel, a propósito era sensacional. Ar-condicionado (o primeiro da viagem), piscina, internet wireless, uma beleza! E ainda encontramos nossa agente de viagens uzbeque, Shahnoza, com quem tínhamos armado toda a viagem do Brasil, por internet e telefone, na breve janela de tempo em que o Brasil e o Uzbequistão estão simultaneamente em horário comercial. Tava tudo tão no esquema que resolvemos dar um rolé pela capital, conhecer os exemplares da arquitetura monumental soviético-greco-uzbequistana, o metrô, essas coisas. Não sem antes termos deixado nossos passaportes na recepção para que a Concierge fizesse o nosso registro na KGB local, o que é praxe. Claro que ouvimos antes um “vocês não têm visto!”, só pra getne poder dar umas risadas já na nossa chegada.
As impressões que estavamos tendo da cidade no passeio foram radicalmente alteradas depois que resolvemos dar uma andada de metrô, “o metrô deles é todo bonito, vamos lá”. Grave erro. O metrô era lotado de guardinhas-faz-tudo. Desses que conferem tíquete de metrô, checam nível de alcolemia no sangue, tomam a tabuada do 7 e checam os documentos de imigração de estrangeiros com cara estranha. Toda vez que passava um guardinha japa-mongo-uzbequol era a mesma lenga-lenga de “document plize”, “uery iz visa?”, “uery iz hotel rezistration?”. E tome desinformação e implicância com as respostas. Eu já estava me sentindo um judeu andando na Berlim de 1939, toda hora era um carimbo novo que eu não tinha. E eu não conseguia entrar na porra do trem! Toda vez que ele aparecia, lá vinha um vietcong perguntar dos meus papéis. O último deles tinha vindo com reforços e já tava querendo encrencar mais, e eu já tava louco pra ir preso sem motivo (“caminhando e cantando e seguindo a canção...”), quando fomos ajudados por um uzbeque com cara de gente boa (aliás, como todos, justiça seja feita) que após 15 minutos de muita explicação, e cinco trens perdidos depois, resolveu a situação e nos pôs em liberdade. Não sem antes dar aquela zoadinha: “o que houve na Copa desse ano hein?”. Sorrisinho amarelo protocolar e caminhada rápida rumo à luz. Luz no final da escada de saída e direto pro táxi.
Tirando o fato de sermos foras-da-lei perigosos, achamos o Uzbequistão assombrosamente parecido com o Brasil. Nisso eu fiquei até um pouco decepcionado. Tanta mão de obra pra vir pra cá e no fim das contas o tão exótico Uzbequistão era uma cruza de Campo Grande (RJ) com Mangaratiba, só que com as placas em cirílico. Meio-fio e amendoeiras caiadas até o meio do tronco, calçadas de cimento desniveladas, salões de cabeleireiro com foto de estrela de hollywood em anúncio de xampu, birosquinha vendendo Coca-Cola em garrafa de vidro de 300ml, velho em ponto de ônibus de alvenaria, calorão... Exotismo zero. Já tava até querendo ir preso de novo, pra ver se dava uma animada.
Demos um pulo na parte mais importante da capital e foi um festival de feiúra. Mistura de coluna de mármore branco com vidro fumê, grades mouriscas, portal de madeira de mesquita, um samba do afro-centro-asiático doido que só deu pra dar uma zoadinha e ponto final. A herança soviética foi a reserva de beleza da cidade... Tomei uma coca-cola de garrafa, comi um kebab na carrocinha em frente à uma mesquita e me pirulitei pro hotel, pois teria de acordar, pra variar, às cinco da matina, pra road-trip Uzbequistão a dentro...
Logo no primeiro dia de Uzbequistão, portanto, já fui lembrado da terceira razão para ter vindo. Essa eu já encontrei antes mesmo de ter pousado em Tashkent. Não posso dizer que foi uma situação divertida, apesar de saber (imaginar) que estava tudo sob certo controle. Mas foi uma situação instrutiva, talvez. Bastante ilustrativa, certamente.
Antes de encerrar o relato sobre Tashkent, cidade que também não era o foco principal da viagem, vale uma ressalva para o povo uzbeque: extremamente simpático e prestativo. Sem contar que fomos salvos da masmorra por um transeunte piedoso, recebemos orientações no metrô e puxaram assunto com a gente à toa na rua. Em nenhum momento fomos falar com ninguém. A gente tem chamado muito a atenção na rua. Sempre tem gente olhando, criancinha que dá tchau. Acho que, fora a minha beleza estonteante, é por sermos os únicos de bermuda, os únicos de barba, o únicos descabelados, os únicos de camiseta. Sempre chega um desconhecido perguntando de onde a gente é. Nessa hora dá um orgulho enorme de dizer: BRASIL- IL-IL. Eles abrem um sorrisão. Nós também.



Comments
Bruno, em uma tarde ensolarada de KL, sem muito trabalho na Embaixada, diverti-me muito com seu relato desta maravilhosa viagem que você e o André estão fazendo. Ao ler seus posts, parece que eu estava ouvindo você, com seu jeito sacana de dizer bobagens. Gostei muito do blog e apóio novas investidas pelos Ondequistãos do oeste asiático. Um abraço nos dois. Parabéns.
Fiquei bem aliviada em saber que, até o momento, vcs não foram realmente presos...Beijos!
Ainda não me recuperei totalmente do fracasso de minha ida à Maison Docteur em KL este ano. Espero, muito em breve, poder reparar essa doída lacuna! Abração!
"Tentei ser digno na minha vitória acachapante e não bati a mão no livrinho dizendo "Thiz book is Rong! Me told you! Thiz book is rong!"."
hahahahahahah
Sensacional!!
A narrativa tá irada!
Abs!
Tô muito modesto! O mundo precisava de alguém assim!