Heaven-sinki

Trip Start Aug 01, 2010
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4
15
Trip End Aug 19, 2010


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Where I stayed
Casa do Ducci

Flag of Finland  , Southern Finland,
Wednesday, August 4, 2010

Nunca 80km de distância foram tão agudamente diferentes. Cheguei em Helsinki na tarde do dia 04 e já começamos a sentir as diferenças entre a capital da Finlândia e SPb desde o primeiro segundo. Após 50 minutos de vôo a temperatura caiu de 40ºC à sombra pra 20ºC! E não parou por aí. Helsinki mostrou desde o início porque é um dos países de IDH mais alto do mundo. Chegando ao guichê de informações do aeroporto, para saber como chegar à cidade, em primeiro lugar fomos recebidos pelo primeiro sorriso em 4 dias. Depois disso recebemos instruções detalhadas e um mapa da cidade explicando como chegar na casa do Ducci e da Flávia, em inglês perfeito. Aliás o inglês que faltou em SPb sobrou aqui. Todo mundo fala! Motoristas de ônibus, vendedores de sorvete, policiais, atendentes de pronto-socorro, agentes carcerários, todo mundo! (tá bom, os últimos três eu não encontrei, calma...). Mas não foi só o clima, a simpatia e presteza das pessoas que me cativaram. Acho que a cidade também gostou de mim logo de cara. Nem bem eu estava em Helsinki, andando pela área de desembarque, sou brindado com uma foto gigantesca, de parede inteira, do Pão de Açúcar, Baía da Guanabara, Cristo Redentor, Lagoa. Caguei pra reação das pessoas ao lado e comecei a aplaudir. Que momento! Que recepção! Depois, quando achei que não podia ficar melhor a recepção, já chegando na casa do Ducci, vejo uma galera jogando uma peladinha de fim de tarde. Pessoal usando camisas desses times que dominam o futebol mundial, e dentre elas, óbvio, lógico, claro, a do mais querido: Mengão! Quase chorei. Que cidade! Que recepção!

Chegamos à casa dos Ducci e a recepção continuou no mesmo nível. Após a acolhida, fomos direto jantar fora, acompanhados de um amigo brasileiro deles e de sua amiga finlandesa. Antes da janta já fui introduzido ao idioma local, aprendendo palavras essenciais como "oi", “tchau”, “obrigado” e “merda” (perkele), tudo aquilo que o mochileiro moderno precisa. Fui também introduzido à culinária e produção cervejeira local, ambas muito boas. Em homenagem ao primeiro finlandês que conheci na vida, escolhi um prato de rena assada, que estava deliciosa. Espero que não tenha atrapalhado o Natal de alguma criancinha. Vale a menção de que após o jantar esticamos em um Pub que se chamava.... Perkele! Já estava totalmente em casa com o idioma.

Minhas impressões de Helsinki foram muito boas. Só não vou dizer que foram excelentes pq todo mundo tem tanto medo do inverno, incluídos os nativos, que imagino que seja mais prudente esperar para conhecê-la no frio, pra poder dar nota 10 pro país. Mas as pessoas são simpáticas e a cidade é muito interessante. Posso dizer então que, no verão, é nota 10 com louvor! O bairro de nossos anfitriões, por exemplo, chamado "Eira" ('sem Eira nem...' deixa pra lá) é o “Design District” de Helsinki. É um bairro de prédios bem bonitos, com dezenas (centenas?) de lojas de móveis, decoração, roupas, utensílios domésticos, galerias de arte, roupas descoladas (tinha loja de moda naútica e outra de moda da guerra fria) e de discos (sim, elas ainda existem aqui). Tinha até loja de móveis brasileiros, apropriadamente chamada de Peroba. No bairro ficam, também, o Museu do Design e o Museu de Arquitetura de Helsinki, ambos ao lado de uma marina recheada de veleiros, que apinham o Mar Báltico no verão. Não precisa falar muito mais, né?

No giro pela cidade, deu pra ver que os finlandeses são o povo mais louro que eu já vi. Pense na pessoa mais loura que vc já viu na vida, aqui ela seria morena. A maioria das pessoas tem o cabelo branco! Sobrancelhas, cílios, tudo branco! Homem, mulher, criança, velho, mendigo, marinheiro, caminhoneiro, todo mundo! Contaram que as pessoas que vimos de cabelo preto, são, na verdade, louras que quiseram dar uma variada. Percebi, mesmo, uma galera com a raiz do cabelo loura. Fora os que coloriram o cabelo de outras cores. A cultura heavy metal aqui é bem forte, sendo comum ver casais de jovens todos de preto, de bota e com as canelas brancas de fora. Aliás, pra quem conhece, esnobei um chopp com uns tais de Nightwish (sei lá quem são).

O pessoal curte bastante o verão, apesar da brancura da pele, aproveitando para ficar nas ruas e parques até tarde. E, tarde, é tarde mesmo, o sol se põe às 22h30. Eu aproveitei pra descansar da correria de SPb e lagarteei por uma infinidade de gramados. O ponto alto (sem trocadilho) foi para o morrinho de uma igreja ortodoxa que, além da vista da cidade e do porto, ainda permitia pegar sol de frente por mais tempo do que no chão. Destaque, também, para a Esplanada de Helsinki. Esplanada sem aspas mesmo. Assim como Brasília, eles também têm uma, onde ficam alguns prédios governamentais. Só que a deles é superagradável, com um monte de árvores, canteiros, cafés, quiosques de sorvete, muita sombra, banquinhos, músicos tocando Tom Jobim, pessoas tomando sol na grama ou passeando com carrinhos de bebê. (Niemeyer: #ficaadica).

O roteiro de viagem estava um pouco corrido, então fizemos umas alterações e cortamos Minsk, já que o pessoal de Moscou acabou desistindo de ir pra lá também. Isso acabou sendo excelente, pois ficamos mais tempo em Helsinki, abusando da hospitalidade da Flávia e do Ducci. Eles nem suspeitam, mas o grau de paparicação foi tão alto, que eles correram o sério risco de que não fossemos mais embora. Casa, comida, instruções turísticas e até cafezinho na bandeja... Helsinki não seria nota 10 sem eles.

Agora estou num ferry, cruzando o Báltico a caminho da capital da Estonia. Aliás, ferry é sacanagem. O negócio é um navio, tem Duty Free, uma porrada de restaurantes, vários andares. E eu tava esperando um negócio tipo barca Rio-Niterói... Tolinho.
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Comments

Anfitriões on

Só a errata... a gente não mora em Eira, e sim em Ullanlinna.

Vai entender. :)

bleite
bleite on

Errata acatada, mas o (péssimo) trocadilho era bom demais pra perder....

Tony on

Tirando a infeliz narrativa do seu infortuito encontro com a camisa do Flavelão, a cidade passou a impressão de ser muito maneira!

Deu mais invejinha agora!!

Também, finalmente vc começou a se divertir! Tava só se ferrando na Rússia! rsrs

Abs!

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