Voltando a ativa

Trip Start Oct 01, 2007
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Friday, June 27, 2008

voltando a ativa (Roskilde, Dinamarca, 3 de Agosto)



Antes de conitnuar a descricao dos fatos, tenho que pedir desculpas pelo meu "desaparecimento". Escrevo, hoje, para dar uma pequena idea, ja que pretendo, depois, escrever com mais detalhes sobre este mes, bem como para continuar a historia da minha viagem pela Italia.

Agora, nesse exato momento, estou na Dinamarca, de novo. Havia uma possibilidade de voltarmos aqui, para fazer parte da mesma reforma que comecamos quando viemos da ultima vez. Agora ja completei quase um mes aqui, trabalhando nesta contrucao. Muito trabalho, pouco tempo livre. Espero, em breve, estar de volta na Inglaterra, mas nao ha nenhuma certeza de quando isso vai acontecer. Tudo leva a crer que ainda estarei por aqui uma semana mais.



-- Roma, Italia, 27 de junho --


Entao volto para a Italia, digo, volto a relatar o que se passou na Italia, e nao voltar literalmente para a Italia. Se bem que tambem pretendo ir la novamente, mas ainda nao existem planos reais para isso. Quem sabe um dia...

Mas eu estava la, e era verao. No meu segundo dia aproveitei para dormir ate tarde. O plano era seguir caminho para Calabria, ja que, Laura, minha guia e anfitria, tambem estava de saida de Roma por aquelas horas.

Fomos juntos a estacao central de trens e compramos nossas passagens. Ela Partiria 30 minutos depois, eu 6 horas mais tarde. Decidi aproveitei para andar um pouco mais pela cidade. Claro que nao era a melhor coisa do mundo ficar andando com as minhas malas. Mas, pra minha felicidade, minhas malas eram as mais "praticas" que ja fiz em minha vida. Uma pequena mala de rodinhas e uma mochila de mao. Nada mais, nada menos. Mesmo contando os livros que estavam comigo, minhas duas bagagens, juntas, nao passavam de 20 quilos. Nada mal para quem iria passar mais de um mes viajando, nao eh mesmo? Mas tenho que admitir que o fato de ser verao ajuda. So tenho comigo um unico casaco para clima um pouco mais frio. Mesmo assim, continuo orgulhoso da minha bagagem.

Como ia dizendo, por conta de nao estar carregando tanto peso, pude sair circulando pela cidade. Sentei em um barzinho, abri um guia sobre a Italia e, tomando uma cerveja, decidi qual seria meu roteiro. Tentei manter em mente o aviso de Laura, que a cidade tem ruas estranhas (no sentido de que quase nada eh realmente uma reta e que todas as ruas se parecem umas com as outras, por isso, facil de se perder.
A verdade eh que acabei seguindo um caminho muito parecido com o do dia anterior, com apenas algumas variacoes. Queria ver a fontana de Trevi de novo e, no caminho, passar por algumas outras partes. Os mesmos lugares pareciam ainda mais bonitos nesse dia. Talvez por nao estar tao quente como no dia anterior, ja que era mais tarde. Talvez por estar mais adaptado a ideia de estar em Roma e, com isso, poder admidir mais calmamente os lugares.


Caminhei algumas horas, tirei algumas fotos e parei para descansar na Fontana, de novo. Fiquei la, tomando um sorvete que havia orgulhosamente comprado "falando em Italiano". Em um lugar tao turistico como este, os pontos de comercio ao redor sao acostumados a vender em Ingles. Entao cheguei, esperei na fila, vendo todos fazer seus pedido nesta lingua. Como ja disse, fiquei orgulhoso ao fazer meu pedido e ainda responder perguntas como "no casquinho ou no copo"(que agora nem me lembro mais como era, mas me pareceu estranho). Por sinal, eles sim tem sorvetes bons. Nao eh a toa que sao famosos. Comi tres bolas, das quais as tres eram diferentes tipos de chocolate: Tiramisu (que creio que tem chocolate e cafe), chocolate (chocolate mesmo) e nutela.

Fiquei vendo as pessoas chegarem e sairam dali por algumas horas. Queria ver a fonte com a iluminacao da noite. Mas durante o verao a noite demora a chegar nesta regiao. Nao me arrependi da espera. A fonte ganha outro tipo de beleza a noite. Ja comentei no ultimo texto sobre esse lugar. Usando uma citacao do meu proprio texto:

"Ja tinha ouvido muitos comentarios sobre esse lugar e sempre ouvia que 'era muito lotado' ou muito 'turistico'. Mas quando vi o lugar pouco me incomodou a quantidade de gente que tinha ali."

Um desses comentarios que eu vi foi exatamente neste guia de viagens que eu estava lendo. Um dos "top 10" de toda a Italia, de acordo com o julgamento das pessoas que escreveram o guia, era ver a Fontana de Trevi pela manha, tao cedo que nao a quase ninguem alem dos caras que fazem a limpeza. Vou fugir um pouco da cronologia dos fatos e adiantar que voltei uma terceira vez neste mesmo lugar. Por coincidencia, ou nao, mais ou menos na mesma hora citada pelo livro, quando dois homens faziam a limpeza. Minha opiniao nao poderia ser mais oposta em relacao a do guia. A pior hora, pra mim, era aquela da minha. Porque quando fui de dia, vi a fonte com o sol batendo, a noite a vi iluminada. Mas, naquela hora da manha, faltava luz. Era dia claro, mas faltava iluminacao. Enfim, meu conselho para os que quiserem ir la, se estiver em um dia ensolarado, vao de dia, com sol. Caso contrario, vao a noite, quando o ceu escuro nao vai importar tanto... e, se tiverem tempo, vao nos dois! :)

Chegou a minha hora de ir para a estacao de trens pegar o meu trem. Cheguei com uma certa antecedencia, por conta do medo de nao achar o lugar, me perder no caminho ou coisas do genero. Parei em uma loja de conveniencias na estacao e comprei itens basicos de sobrevivencia: queijo e vinho. Fiquei sentado na plataforma, saboreando o vinho e o queijo enquanto eseprava. Na metada, ja estava mais relaxado de mais um dia caminhando, percebi o quanto coisas tao simples me fazem feliz. Eu nao precisava de um refeicao completa. Pra mim bastava aquele queijo e venho (menos 5 Euros).

Pra terminar meu dia ainda enfrentei alguns problemas linguisticos. Ja estava no trem, esperando partir, quando ouvi uma mensagem na estacao. Pela comocao geral dentro do trem que eu estava, percebi que, o meu trem, tinha alguma relacao com o aviso. Gente saindo e gente ficando no trem. Eu nao sabia o que fazer. Quando eles falam rapido eu nao entendo nada, quando eles falavam devagar eu nao entendia quase nada. Acabei descobrindo que as pessoas que iam para onde eu ia tinham que ir de onibus, nao de trem. Foi so chegar no onibus, seguindo as outras pessoas que imaginei que estavam indo pra la. Confirmar com o motorista que eu estava no lugar certo, achar uma cadeira vaga e dormir.

Assim segui meu caminho para Calabria.

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