Dinamarca - o caminho e a chegada

Trip Start Oct 01, 2007
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Trip End Ongoing


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Flag of Denmark  , Zealand,
Wednesday, May 28, 2008

Fomos todos para a Dinamarca. Mas o festival de teatro nao estava tao perto assim. Primeiro tinhamos a oportunidade de ir para uma das escolas que faz parte do mesmo grupo da nossa para ajudar-los em uma reforma. Para nos isso contaria como uma forma de juntar um pouco mais de dinheiro, ja que estariamos recebendo pelo trabalho.

Na chegada nao fomos tao bem recebeidos. Eh que fomos divididos em dois grupos. Por algum motivo que ainda nao faco idea, as passagens Inglaterra - Dinamarca forma compradas para dois dias distintos. Creio que era alguma promocao relativa a embarque sem bagagem ou algo do genero. Mas o que importa eh que as pessoas do grupo que tinham passaporte europeu, foram um dia antes. Eu, junto com os outros brasileiros, os japoneses e uma menina Russa, fomos um dia depois do primeiro grupo, que era de portadores de passaportes da comunidade europeia. Acho que por fazer parte de um grupo tao incomum que acabamos sendo parados na imigracao.

Eu fui o primeiro a passar. Tinhamos uma carta da escola da dinamarca com os nossos nomes, indicando que iriamos fazer parte desse evento de teatro. O problema comecou quando eles perceberam que eramos oito pessoas de paises distintos. Entao o oficial da imigracao sem saber o que fazer chamou o supervisor. Ficamos aguardando em um canto separado enquanto eles "deliberavam nossa sentenca". Passaram algum tempo falando na lingua deles, para nos incompreensivel, enquanto liam e reliam a carta. Depois fizeram algumas perguntas e a verdade eh que nao sabiamos responder nem a mais simples delas: "para onde exatamente voces estao indo?". Demos a melhor resposta que podiamos dar "ehhh... nao sabemos". Explicamos que iamos entrar em contao com a nossa professora, que havia chegado um dia antes e que estava providenciando tudo. Depois de mais algum debate entre eles, so faltou mais um detelhe, eles queriam saber quem era Ana. Por ela ser da Russia eles tinham que checar o visto de entrada. Tanto brasileiros como japoneses podem visitar a Dinamarca sem pedir visto, mas Russos, precisam. Inclusive pelo que ouvi de Ana, eles so nao precisavam de visto para visitar um pais, Russia.

Entao fomos autorizados a entrar no Pais. Assim passamos para o proximo ponto, como chegar la? A instrucao que tinhamos era de alugar um carro. Mas quem disse que agum de nos tinha dinheiro pra isso? Tentamos ligar para a professora, estavamos na frente da locadora de automoveis. A professore nao antendeu, mas um minuto depois o funcionario da locadora nos perguntou se eramos os alunos de Karin e disse que ela estava no telefone e queria falar conosco. As vezes as coisas funcionam mais facilmente do que se imagina. Por isso mesmo eh bom nao ficar se preocupando muito.

Agora tinhamos um carro e sabiamos para onde ir. Ou melhor tinhamos uma indicacao em um mapa da onde ir. O carro era grande, para nove pessoas, o motorista, eu. No comeco foi bem estranho. Depois de alguns meses dirigindo "na contramao", agora eu tinha que dirigir do "lado normal". Em algumas curvas eu me enrolei um pouco, mas so nos primeiros minutos.

Nos perdemos um pouco para chegar. Mas pra nossa felicidade a maioria das pessoas fala ingles com facilidade, inclusive com mais facilidade do que nos falavamos. O que nos permitia parar e perguntar
por informacoes.

Dois pontos importante, o clima, que estava otimo. Ensolarado com uma brisa agradavel, bem diferente do da Inglaterra (segundo Karin demos sorte, porque no geral eles tem um clima muito parecido com o do Reino Unido). Segundo ponto, as estradas. Em alguns momentos era ate chato dirigir. Sem buracos, sem defeitos no asfalto e praticamente sem carros nas ruas, eu, praticamente, nao tinha o que fazer. Por mais de uma hora consecutiva nem se quer precisei trocar a marcha. Tudo eh tao bem conservado, que chega a ser monotono.

Melhorou quando cruzamos as pontes que ligam as ilhas ao continente. Uma delas eh um dos orgulhos da nossa professora em relacao ao pais dela. Segundo ela por duas razoes, primeiro que eh uma das pontes mais longas do mundo. Segundo porque o ponto de sustentacao mais alto da ponte eh, por incrivel que parece, o ponto mais alto, natural ou construido, da Dinamarca. O topo da monte eh alguns metros mais alto do que o ponto maximo do pais que se chama "montanha do ceu" (em traducao livre), mas que tem apenas 150 e poucos metros. E eu que achava que o nordeste nao tinha pontos altos.

Depois de nos perder algumas vezes paramos em uma escola e pedimos informacao, de novo. O senhor que nos recebeu nao contente de dizernos onde tinhamos que ir, checou na internet e imprimiu um mapa detalhado para que seguissimos. Fiquei pensando qual a possibilidade de algo assim acontecer no Brasil. Tudo bem, alguem certamente iria indicar o caminho, o mais estranho eh somente o fator "modernidade" da historia. E assim chegamos na escola.

A experiencia de dirigir em um pais de primeiro mundo foi algo realmente novo pra mim. O mais estranho eh que eu tinha passados alguns dias da semana anterior dirigindo na Inglaterra e ja tinha sido uma grande mudanca. Mas, me desculpem os ingleses, mas eles tem estradas pessimas comparadas as da Dinamarca. Melhor nem comparar com as do Brasil.
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