Oh Champs-Elysées ...
Trip Start
Jan 06, 2010
1
9
78
Trip End
Sep 01, 2010
Bon jour rapaziada !
Andamos um pouco abatidos, ainda sob influencia da diferença de fuso-horàrio, mas a pegada continuou forte nos ultimos dias;
Demos um pulo na Biblioteca Nacional - site Richelieu, um belo palàcio que foi a sede unica da Biblioteca Nacional da França até o séc. XVIII - isso porque posteriormente o então presidente François Mitterand construiu outra sede que a partir de 1996 passou a dividir o acervo com o site Richelieu.
Em seguida fomos andando pelo Grande Eixo, da piramide do Louvre, pelo Jardin des Tuileries (magnifico, todo coberto de neve...), Place de la Concorde - onde fica o famoso e enigmàtico Obelisco Egipcio - toda a avenida Champs-Elysées, até o Arco do Triunfo; o segmento conhecido como Grande Eixo, na verdade, prossegue em linha reta, apos o Arco do Triunfo, até o chamado Gran Arche de la Defense, mais moderno e maior (ainda que menos charmoso e historico) que o Arco do Triunfo.
O curioso é que hà uma progressão aritmética nos 3 arcos do percurso: o Arco do Triunfo do Carrossel (o "arquinho", o do Louvre) é 2 vezes menor que o Arco do Triunfo original, que por sua vez é 2 vezes menor que o moderno Gran Arche de la Defense.
Progressões e arcos à parte, a caminhada é sensacional... a avenida Champs-Elysées, além de belissima, é um icone do consumo ocidental, com todas as lojas mais famosas e caras do mundo dispostas lado a lado (Gaultier, Dior, Bulgary, Armani, Chanel etc.)
Me deu um certo mal-estar de fazer parte - na condição de ocidental - de um modelo que simplesmente sustenta o consumo irrefreàvel do planeta, na forma de status-quo e decantação das classes sociais por poder de compra, ainda mais vendo os mendigos pedindo esmola em frente às lojas - ciganos e bebados ajoelhados no chão. A contradição é fortissima e salta aos olhos mesmo.
O mal-estar logo se dissipa na chegada ao magnanimo Arco do Triunfo; encomendado por Napoleão Bonaparte e concebido pelos arquitetos Chalgrin e Raymond, o arco foi inspirado Arco de Tito, em Roma.
No dia seguinte à Batalha de Austerlitz, Napoleão declara que os soldados "so voltarão sob arcos de triunfo", o monumento deve dominar Paris e lisonjear o gosto do imperador pela antiguidade romana.
Do alto do arco, 50m acima do nivel do solo, a visão da cidade é estonteante.
- - -
De noite fomos a Denfert-Rochereau visitar nossos amigos Vinicius e Nina, que estão estudando em Paris; foi bom encontrar estes amigos, compartilhar um pouco da viagem, escutar como estão suas vidas nesta cidade, tudo em portugues.
Obrigado pela recepção e pelos queijos e vinhos !
- - -
Volta e meia pensamos na nossa iminente partida pro extremo-oriente, onde o buraco serà mais-embaixo, com a dificuldade do idioma irà se sobrepor a maiores diferenças culturais; a sensação não é de insegurança mas de enorme curiosidade !
Enquanto isso vamos curtindo Paris, foi uma dàdiva ter começado a jornada por aqui.
Aloha !
Andamos um pouco abatidos, ainda sob influencia da diferença de fuso-horàrio, mas a pegada continuou forte nos ultimos dias;
Demos um pulo na Biblioteca Nacional - site Richelieu, um belo palàcio que foi a sede unica da Biblioteca Nacional da França até o séc. XVIII - isso porque posteriormente o então presidente François Mitterand construiu outra sede que a partir de 1996 passou a dividir o acervo com o site Richelieu.
Em seguida fomos andando pelo Grande Eixo, da piramide do Louvre, pelo Jardin des Tuileries (magnifico, todo coberto de neve...), Place de la Concorde - onde fica o famoso e enigmàtico Obelisco Egipcio - toda a avenida Champs-Elysées, até o Arco do Triunfo; o segmento conhecido como Grande Eixo, na verdade, prossegue em linha reta, apos o Arco do Triunfo, até o chamado Gran Arche de la Defense, mais moderno e maior (ainda que menos charmoso e historico) que o Arco do Triunfo.
O curioso é que hà uma progressão aritmética nos 3 arcos do percurso: o Arco do Triunfo do Carrossel (o "arquinho", o do Louvre) é 2 vezes menor que o Arco do Triunfo original, que por sua vez é 2 vezes menor que o moderno Gran Arche de la Defense.
Progressões e arcos à parte, a caminhada é sensacional... a avenida Champs-Elysées, além de belissima, é um icone do consumo ocidental, com todas as lojas mais famosas e caras do mundo dispostas lado a lado (Gaultier, Dior, Bulgary, Armani, Chanel etc.)
Me deu um certo mal-estar de fazer parte - na condição de ocidental - de um modelo que simplesmente sustenta o consumo irrefreàvel do planeta, na forma de status-quo e decantação das classes sociais por poder de compra, ainda mais vendo os mendigos pedindo esmola em frente às lojas - ciganos e bebados ajoelhados no chão. A contradição é fortissima e salta aos olhos mesmo.
O mal-estar logo se dissipa na chegada ao magnanimo Arco do Triunfo; encomendado por Napoleão Bonaparte e concebido pelos arquitetos Chalgrin e Raymond, o arco foi inspirado Arco de Tito, em Roma.
No dia seguinte à Batalha de Austerlitz, Napoleão declara que os soldados "so voltarão sob arcos de triunfo", o monumento deve dominar Paris e lisonjear o gosto do imperador pela antiguidade romana.
Do alto do arco, 50m acima do nivel do solo, a visão da cidade é estonteante.
- - -
De noite fomos a Denfert-Rochereau visitar nossos amigos Vinicius e Nina, que estão estudando em Paris; foi bom encontrar estes amigos, compartilhar um pouco da viagem, escutar como estão suas vidas nesta cidade, tudo em portugues.
Obrigado pela recepção e pelos queijos e vinhos !
- - -
Volta e meia pensamos na nossa iminente partida pro extremo-oriente, onde o buraco serà mais-embaixo, com a dificuldade do idioma irà se sobrepor a maiores diferenças culturais; a sensação não é de insegurança mas de enorme curiosidade !
Enquanto isso vamos curtindo Paris, foi uma dàdiva ter começado a jornada por aqui.
Aloha !



Comments
Aí,galera, muito foda ver vocês dois se divertindo em Paris que é uma das cidades mais fodas que já visitei e de onde tenho muito boas lembranças!!! Tô com aquela inveja boa de vocês, se é que me entendem.
Não deixem de visitar o museu L`Orangerie. Ele é muito pouco badalado, mas lá se encontra a maior parte da série Nimpheas, se não me engano. Vale muito a pena! Beijo grande e até breve.
Oi meus queridos, abraço forte!
Em Paris, meu irmão foi agredido à bengalada! Éramos dois adolescentes...talvez com 11 ou 12 anos! Embora goste bastante de Paris, de outras visitas, guardo sempre a lembrança do vexame que meu irmão ali sofreu!! Mas Parisé maravilhosa!
Toda a boa vibração para vocês! Beijos e beijos.....
Foi muito bom o jantar com voces,
comer, beber e ainda mais falar bem de Paris e mal dos franceses.
Guardem bem o modo frances e quando encontrarem um frances perdido pela Asia, retribuam com o mesmo "bom" humor deles.
Um grande abraço e boa viagem!